ONG australiana reacende a luta pelo fim dos rodeios

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Por Patrícia Tai

A Animals Australia, uma organização de proteção animal, tem diligentemente investigado rodeios em todo o continente australiano e conta ter testemunhado “inúmeros animais assustados, angustiados, e postos em grave risco de lesão ou morte”. De acordo com a organização sem fins lucrativos, um exemplo ocorreu recentemente quando um touro quebrou a perna enquanto era assediado pelo cavaleiro em suas costas. As informações são da Global Animal.

Em 26 de dezembro, no Rodeio de Myrtleford Golden Spurs, um touro nomeado ‘Madness’ sofreu uma fratura exposta em seu joelho debilitado. O inocente animal tropeçou em volta da arena em agonia até ser retirado com um lençol azul e sacrificado imediatamente.

Este incidente horrível é comum para os animais de rodeio, e que a Animals Austrália nos faz, convenientemente, relembrar. Estes seres dóceis são obrigados, em nome do entretenimento humano, a adentrar em um ambiente que só lhes traz dor e stress.

Os mecanismos utilizados para criar uma atmosfera de violência primitiva nos rodeios já são conhecidos. Os animais são levados a adotar um comportamento errático artificial para entreter o público que vai aos rodeios à procura disso e, para este efeito, como lembra a ASPCA, “caudas de bezerros são torcidas, touros e cavalos são obrigados a usar cintas apertadas que cravam em sua pele e os fazem saltar de dor, ou são atingidos nas laterais de seus corpos por esporas fixadas nas botas de cavaleiros, além dos comuns choques elétricos”.

Existem tipos diferentes de rodeios no mundo, todos cruéis e desumanos, e a maioria tem origem nos Estados Unidos. Em um deles chamado “calf roping”, um bezerro de quatro a cinco meses de idade é perseguido a cavalo por um homem com um laço. Este deve jogar a corda em torno do pescoço do bezerro, que é, então, empurrado com tanta força que sofre lesões no pescoço ou morte.

Em outro tipo de rodeio chamado “steer wrestling”, dois homens a cavalo perseguem um touro. Enquanto um encurrala o animal, o outro pula sobre o animal e torce seu pescoço até que ele entra em colapso. Isso freqüentemente resulta em tendões lesionados, músculos rasgados ou hematomas no pescoço do touro.

No rodeio “steer busting”, que é proibido em alguns estados americanos, um cavaleiro lança cordas em volta do touro de tal forma que ele é virado de cabeça para baixo e bate de costas no chão. Muitos caem tão duramente que não sobrevivem.

Como se não bastasse a exposição abusiva na arena que leva a ferimentos e morte, esses animais são muito degradados antes de chegar ao evento. Eles são transportados em reboques superlotados, sem ventilação adequada, e não é incomum viajarem amontoados por mais de 24 horas sem comida ou água.

O rodeio é uma prática arrogante e moralmente devastadora, que deve ser interrompida. Assine a petição para ajudar a pôr fim a esta desculpa fútil que apenas visa o entretenimento de uma espécie de humanos que, apesar de tudo, ainda se comprazem disso.

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