ONG de proteção a animais sacrifica mais de 40 ovelhas saudáveis

ovelhasTerra

Nota da Redação: A notícia mostra, de forma particularmente cruel, o lado negro do bem-estarismo. Organizações como estas, que colaboram com a indústria da pecuária para, supostamente, reduzir o sofrimento animal acabam por prejudicar a causa animalista. Quem quer defender os animais não deve ter quaisquer dúvidas sobre quem são os seus inimigos: quem maltrata animais e quem colabora com quem maltrata animais.

A ONG Sociedade Real de Prevenção à Crueldade Contra Animais (RSPCA, sigla em inglês) está sendo acusada por especialistas da área de sacrificar 43 ovelhas sem necessidade. Os animais foram considerados para eutanásia por causa de lesões inflamatórias nas patas. As informações são do The Telegraph.

Segundo especialistas em cuidado animal, as infecções são comuns em ovelhas e de fácil tratamento. “Estou no ramo há 39 anos e não há razão para sacrificar 43 ovelhas porquê estão coxeando”, indignou-se o veterinário e ex-conselheiro da RSPCA David Smith, ao Daily Mail.

Os animais faziam parte de uma carga de 500 ovelhas exportadas que partira de Ramsgate, o último da Inglaterra que ainda permite o transporte de animais vivos. A carga deveria cruzar o Canal da Mancha, mas no momento da inspeção da RSPCA e da agência britânica de saúde animal (AHVLA), em 12 de setembro do ano passado, o diagnóstico comum foi que o vagão de transporte não estava adequado e as ovelhas deveriam ser desembarcadas.

Ao mesmo tempo em que analisavam o vagão, os veterinários observaram duas ovelhas doentes, uma coxeando e outra com a perna quebrada. Ambas foram sacrificadas.

Quanto ao desembarque do vagão, “não havia um lugar razoável para descarregar os animais no local”, segundo o investigador Federação Nacional de Fazendeiros (NFU, na sigla em inglês), Frank Langrish. Por causa disso, os veterinários teriam optado por construir um curral temporário entre duas edificações. “Foi um grande erro, porque na parte de trás do aprisco havia um dreno de chuva enorme”, conta.

No total, seis ovelhas acabaram caindo no buraco do dreno. Quatro foram salvas pelos inspetores da RSPCA, mas duas morreram. “A não ser que você tenha um curral apropriado, descarregar um grande número de ovelhas é uma coisa terrível de se fazer”, opinou o ex-agente da ONG David McDowell. A versão da RSPCA dá conta de que “o chão cedeu” e por isso as seis ovelhas caíram.

Mas o maior massacre veio depois, quando os veterinários da RSPCA e da agência do governo consideraram outros 41 animais do rebanho sem condições de viajar por causa das inflamações. Antes de saírem da fazenda de origem, as ovelhas já haviam sido atestadas como aptas para viajar pelo profissional local.

Essas ovelhas foram então sacrificadas pelos representantes da RSPCA e da AHVLA, uma a uma, com tiros.

Crueldade

A revolta dos especialistas vai além do fato de os veterinários terem decidido matar as ovelhas. De acordo com as imagens da data, os profissionais que executaram o sacrifício não realizaram os procedimentos padrão, causando muito mais dor aos animais do que o necessário.

As fotos mostram uma enorme quantidade de sangue no local em que as ovelhas foram abatidas indica que os tiros não foram dados na cabeça dos animais. “Qualquer um que entende alguma coisa sobre dispositivos para sacrifício humanizado sabe que se você os usa apropriadamente não há sangue. Eles fazem um único furo direto através do cérebro do bicho e ele morre”, explica Langrish, da NFU.

Segundo a RSPCA, o sacrifício foi realizado por “oficiais treinados na eutanásia humanizada de animais”.

“Como é possível que naquela pilha de ovelhas mortas, que a RSPCA mostrou com tanto orgulho em seu site, houvesse tanto sangue?”, questionou o dono da empresa de exportação Barco de Vapor, que faria o transporte de Ramsgate para a Europa continental.

A imagem a que se refere é uma foto publicada na página da ONG, e justamente em uma campanha que pede o fim do transporte de animais vivos para engorda e abate posterior. “Avisamos as autoridades, desde o início, que eles não tinham a infraestrutura para lidar de modo seguro com exportações de animais vivos”, escreve o executivo-chefe da RSPCA, Gavin Grant, no texto que relata o ocorrido em setembro.

No dia seguinte ao incidente a estação de Ramsgate teve a licença para transporte de animais vivos suspensa pelo conselho do distrito de Thanet.

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