“Pit bulls sofrem preconceito”, defende apresentadora Luize Altenhofen

Ryng, cão da apresentadora Luize Altenhofen, sofreu vários ferimentos ao ser atacado por um vizinho. Na imagem da direita, ela aparece com a camiseta de uma ONG que protege os animais. Fonte: André Schiliró

Ryng, cão da apresentadora Luize Altenhofen, sofreu vários ferimentos ao ser atacado por um vizinho. Na imagem da direita, ela aparece com a camiseta de uma ONG que protege os animais. Fonte: André Schiliró

R7 Entretenimento

Casos em que cães da raça pit bull atacam pessoas ou outros animais sempre geram muita polêmica e discussão.

Recentemente, a apresentadora Luize Altenhofen passou por uma dramática situação.

Seu pit bull, chamado Ryng, foi agredido por um de seus vizinhos, que alega ter feito isso para se defender.

Luize afirmou em sua conta no Twitter que o vizinho mentiu, já que Ryng estaria apenas fazendo xixi na rua quando foi agredido com uma barra de ferro.

Em conversa com o R7, Luize contou que sua filha, acidentalmente, abriu o portão de casa, deixando o cachorro sair.

— Não deu nem tempo de chama-lo de volta. Ele teve fraturas no corpo, inclusive no crânio, e ficou cego de um olho.

A apresentadora revelou que Ryng não corre mais risco de morrer, mas terá sequelas e não deve ser mais o mesmo.

—Ele é um cachorro superdócil, dormia na minha cama e nunca fez mal a ninguém.

A pergunta que muita gente se faz quando casos assim acontecem é: os pit bulls são animais agressivos por natureza ou são seus donos que os deixam desse jeito?

De acordo com o veterinário Renato Ênio Iazetti, a raça foi criada com a finalidade de ser agressiva, mas isso não significa que todos os pit bulls sejam ferozes.

— Qualquer animal tratado com distância, sem respeito e carinho, poderá causar acidentes. Os ataques dos pit bulls ganham tanto destaque por conta da força deles. Seus músculos são bem desenvolvidos, sua mandíbula é forte e a agilidade impressiona, mas eu posso dizer por experiência pessoal que é mais comum um animal pequeno, como um poodle, me morder do que um pit bull.

O criador de pit bulls Jeferson Cassiano Oniesko afirma que a genética influencia, mas é o ambiente que mais define a personalidade dos cães.

—Os pit bulls, assim como qualquer outra raça, precisam de espaço, boa alimentação e divertimento. Se eles ficam presos e são maltratados, não há dúvidas de que podem atacar.

Jeferson cria pit bulls há 16 anos e já se envolveu em várias pesquisas e estudos sobre a raça. Ele revelou detalhes sobre a origem dos cachorros.

—No passado, os pit bulls eram usados como cães de combate. Por puro entretenimento, pessoas ricas colocavam os cães para lutar com todo tipo de animais. Ursos, touros e, claro, outros cachorros.

Jeferson destaca que uma característica específica dos pit bulls é muito temida: a determinação.

— Eles são animais muito focados, então se eles se focarem em atacar, não vão sossegar até conseguirem o que querem.

O veterinário Renato Ênio Iazetti, sócio do Hospital Veterinário Med Dog, diz que um dos maiores problemas são as pessoas que abandonam seus pit bulls.

— Quando acontece algum problema, a pessoa quer se desfazer do animal ao invés de tentar resolver.

Renato, que é veterinário há 20 anos, destaca algumas estratégias que podem deixar os cães, não apenas os pit bulls, mais calmos.

— A castração e o adestramento ajudam a deixa-los mais tranquilos. Socializar também é muito importante. Não adianta manter um animal preso e achar que ele vai ser extremamente dócil.

Jeferson, que cuida da empresa American Pit Bull Terrier, não aconselha que essa raça seja criada em lugares muito pequenos, como apartamentos.

— A não ser que os donos tenham hábito de fazer esportes e que levem o pit bull para passear com frequência, várias vezes ao dia.

A raça também não é aconselhada para servir de guarda. Jeferson explica que raças como pastor alemão e rottweiler são mais indicadas.

Quanto aos casos como o de Luize Altenhofen, tanto Jeferson quanto o veterinário Renato Iazetti afirmam que as leis deveriam mudar. Renato afirma que os donos deveriam responder nesses casos.

—Se o cachorro é usado como uma arma, quem o usou precisa prestar contas. Quando querem culpar o cachorro é como se quisessem julgar um revólver e não a pessoa que disparou. É fácil culpar a raça e querer eliminá-la.

Jeferson salienta que os pit bulls não são diferentes de nenhuma outra raça.

— Eles precisam dos mesmos cuidados, do mesmo amor, do mesmo respeito. Cão que é tratado assim não ataca ninguém.

Luize já fez boletim de ocorrência na delegacia de proteção aos animais e diz que vai exigir os direitos de Ryng. A apresentadora acredita que os pit bulls são apenas as “novas vítimas” do preconceito que já teve como alvo os dobermanns e rottweilers.

— Os pit bulls sofrem preconceito de quem não conhece a raça, mas eles são os cães mais amorosos que existem.

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