Sea Shepherd processa grupos baleeiros japoneses por ataque em 2010

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Por Natalia Cesana

A Sea Shepherd Conservation Society, organização conhecida por suas operações contra baleeiros, entrou com um processo em Portland na semana passada acusando caçadores de baleias japoneses de aterrorizar uma das tripulações da entidade entre dezembro de 2009 e janeiro de 2010.

A denúncia, apresentada na última quinta-feira, acusa a tripulação do navio Shonan Maru 2, que pertence à empresa Kyodo Senpaku Kaisha Ltd., de chocar-se em alta velocidade contra o barco da Sea Shepherd, o Ady Gil, no dia 6 de janeiro de 2010. O navio japonês, de dimensões bem maiores e equipado com arpões, cortou o barco no meio, forçando a tripulação a lutar por suas vidas. Veja um vídeo do momento do ataque.

“Na hora do golpe, os tripulantes japoneses ignoraram os pedidos da parte queixosa de mayday e, em vez disso, dispararam jatos de água em alta pressão contra o Ady Gil”, relata o processo. “Pelo menos uma pessoa que estava a bordo do Ady Gil ficou ferida.”

A Sea Shepherd alega que antes e durante a colisão, os tripulantes do Shonan Maru 2 utilizaram um dispositivo acústico de longo alcance com o intuito de criar um ruído estridente para prejudicar a comunicação do contramestre e do piloto a bordo do Ady Gil.

O processo movido pelo grupo antibaleeiro acusa a Kyodo Senpaku e o Instituto de Pesquisa em Cetáceos, fundação japonesa conhecida como ICR. Eles pedem US$ 3 milhões de indenização pelos prejuízos causados com a perda do Ady Gil.

A Sea Shepherd está agendando novas conferências em Washington, capital dos EUA, para anunciar o que o grupo sem fins lucrativos descreve como “marco legal” contra a ICR.

A organização de conservação marinha aponta que a colisão de 2010 foi investigada pela Marinha da Nova Zelândia e o órgão governamental concluiu que o Shonan Maru 2 “falhou ao tomar medidas antecipadas e relevantes para se manter afastado do Ady Gil”. “Um vídeo do incidente mostra o Shonan Maru 2 se voltando em direção ao Ady Gil em alta velocidade”, diz o texto do processo.

Depois de quase dois anos após a colisão, em 8 de dezembro de 2011, a ICR e a Kyodo Senpaku entraram com uma ação contra a Sea Sheperd no Estado de Washington, alegando que o grupo de conservação interferiu nas pesquisas científicas com baleias desenvolvidas pela ICR.

Em março de 2012, a Sea Shepherd entrou com uma alegação contrária pela destruição do Ady Gil. O grupo de conservação começa a ir atrás dos ativos da ICR e da Kyodo Senpaku.

Em 17 de dezembro de 2012, a 9ª Corte de Apelação dos EUA emitiu liminar contra a Sea Shepherd e seu líder Paul Watson por “agredir fisicamente qualquer navio contratado pelo Instituto de Pesquisa em Cetáceos, pela Kyodo Senpaku Kaisha, Ltd., pela Tomoyuki Ogawa ou pela Toshiyuki Miura nos oceanos do sul”.

A Sea Shepherd anunciou em comunicado na última sexta-feira que está procurando enfraquecer a liminar, que também proíbe o grupo de se aproximar dentro de um raio de 45 mil metros dos navios baleeiros japoneses.

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