Movimento cívico que exige fim do dinheiro público nas touradas reuniu-se com Passos Coelho

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O movimento de cidadãos “Fim dos Dinheiros Públicos para as Touradas” manifestou hoje repúdio ao primeiro-ministro face aos cerca de 16 milhões de euros do Estado aplicados nas touradas.

“A tauromaquia é uma atividade vegetativa que não gera riqueza e é incapaz de subsistir por si própria. Não faz sentido que continue a ser beneficiada uma minoria e meia dúzia de famílias em detrimento de outras áreas carenciadas como a educação ou a saúde”, disse Inês Real, uma das porta-vozes da iniciativa, após reunião, na residência oficial do líder do Executivo, em São Bento.

Cerca de 16 milhões de euros em fundos comunitários, públicos e, sobretudo, locais, é o valor estimado de apoios às atividades taurinas, segundo estudo apresentado pelo referido movimento, vencedor da segunda edição de “O Meu Movimento”, no Portal do Governo, que gerou 324 iniciativas e 33 mil apoiantes.

“Estamos preocupados não só com o bem-estar animal mas também com o financiamento e promoção deste espetáculo que consiste nos maus tratos, através de dinheiros públicos, numa situação de crise económica e de austeridade financeira”, continuou Inês Real.

A delegação do “Fim dos Dinheiros Públicos para as Touradas”, que contou também com Alexandra Moreira e Paula Peres, adiantou que, segundo o Instituto Nacional de Estatística, até 2011, só três por cento dos portugueses que assistiram a espetáculos optaram pela tourada, a qual, asseguraram tem somente 176 pessoas registadas oficialmente, designadamente 16 cavaleiros e 34 bandarilheiros.

Questionada sobre a possibilidade de um referendo sobre a matéria, a porta-voz do movimento mostrou-se favorável e disse que Passos Coelho não repudiou esta ideia.

“O primeiro-ministro ficou bastante satisfeito com a adesão desta iniciativa. Eu acho que ele não mostra repúdio, mas temos de ter consciência de que um referendo também custa dinheiro e que não estamos na situação económica mais favorável para o país”, completou Inês Real.

A porta-voz do movimento acrescentou que a reconstrução da praça de touros de Estremoz custou “2,5 milhões de euros à respetiva autarquia”, que continua “sobre-endividada”, e lembrou notícias de crianças sem pequeno-almoço nas escolas de Santarém, enquanto aquele município “adquire bilhetes de tourada para depois oferecer”.

As representantes daquele movimento de cidadãos referiram que todos os cinco finalistas de “O Meu Movimento” estiveram relacionados com a defesa dos direitos dos animais, sublinhando tratar-se de uma preocupação crescente em Portugal.

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