Viana: Autarca vai pedir regime de exceção para “Cidade Anti-Touradas” à Assembleia da República

vianaGeice FM

Esta segunda-feira, o autarca de Viana do Castelo admitiu à Geice que vai entregar à Assembleia da República um pedido para que seja efetuado um regime de exceção à cidade vianense enquanto “Cidade Anti-Touradas”. “Nós estamos a ponderar todas as informações que temos neste momento”, admite o autarca, que diz que o que está em cima da mesa é um pedido para que a Assembleia da República abra uma exceção para o município vianense, tal como foi feito para o município de Barrancos, enquanto município promotor de touradas. “Entendemos que tem de ser a Assembleia da República a decidir nesta matéria, tal como decidiu em casos semelhantes”, afirma o responsável.

Apesar de continuar a defender Viana como cidade anti-touradas, o autarca diz que não pretende fazer um referendo pois “os referendos não devem ser banalizados” e afirma que “isso seria dar demasiada importância” aos promotores das touradas.

Em breve, a autarquia de Viana do Castelo deverá entregar na Assembleia da República um pedido para um regime de exceção para que Viana possa ser uma “Cidade Anti-Touradas”.

Golfinhos se chamam pelo ‘nome’, aponta pesquisa

golfinhoTerra

Os cientistas encontraram novas evidências de que os golfinhos se chamam por seu “nome”, segundo a pesquisa de uma equipe da Universidade de Saint Andrews, na Escócia, informa nesta terça-feira a BBC.

Os mamíferos marinhos usam um assobio único para se identificar entre si e respondem quando escutam esse som determinado, segundo o estudo, publicado na revista especializada “Proceedings of the National Academy of Sciences” (PNAS).

Os golfinhos “vivem em um entorno em três dimensões em alto-mar, sem nenhum tipo de pontos de referência e precisam permanecer juntos como grupo”, segundo o doutor Vincent Janik, da Unidade de Pesquisa de Mamíferos Marítimos da Universidade escocesa. “Estes animais vivem em um entorno no qual necessitam um sistema muito eficaz para manter-se em contato”, explicou. Continuar a ler

Ativistas contra matança de texugos são reprimidos por autoridades

texugosANDA

Por Patricia Tai

O cantor de rock e guitarrista do Queen Brian May, vice-presidente da RSPCA (Royal Society for The Prevention of Cruelty to Animals) acusou o Governo do Reino Unido de estar envolvido em uma campanha para desacreditar organizações ativistas de direitos animais, referindo-se a uma crescente guerra rancorosa de palavras divulgada na imprensa nos últimos dias com relação ao extermínio de texugos. As informações são do Daily Mail e do The Guardian.

O desenrolar do caso tem sido publicado na ANDA. Tudo começou em abril deste ano, quando o Governo do Reino Unido aprovou uma matança de texugos em massa no verão, alegando que esses animais estavam causando um surto de tuberculose bovina por contágio. Continuar a ler

Petição: Não à tourada em Armação de Pêra!

tourada sanguePetição Pública

Para: Ex.mo Senhor Presidente da Câmara Municipal de Silves, Ex.mo Senhor Presidente da Junta de Freguesia de Armação de Pêra e Ex.mo Senhor Presidente do Clube de Futebol “Os Armacenenses”

Ao tomarmos conhecimento do regresso desta actividade desumana à vila piscatória de Armação de Pêra, vimos por este meio, pedir a todas as entidades competentes, o cancelamento da mesma. Este tipo de actividades, não características da vila, para não dizer do Algarve nem de Portugal, está a ser abolida por todo o mundo hispânico, tanto europeu como nas ex-colónias Americanas, de onde surgiu esta “cultura”, de forma gradual… Continuar a ler

El Salvador proíbe o uso de animais silvestres em circos

circos sem animaisANDA

Por Loren Claire Canales

O Parlamento de El Salvador informou nesta semana que a Assembleia Legislativa proibiu a utilização de animais em circos e outros espetáculos públicos no país.

Com 54 votos a favor, o Parlamento, de 84 lugares, introduziu a proibição através de uma reforma do artigo 20 da Lei de Conservação da Vida Silvestre.

A reforma, segundo um comunicado da Assembleia, estabelece que “ se proíbe a entrada, utilização ou maltrato da fauna silvestre em todos os tipos de espetáculos; seu trânsito pelo território nacional será conforme os convênios internacionais para o assunto”. Continuar a ler

Relato de uma Testemunha – para o que e para quem possa servir

Logo AnimalPublicamos uma nota da Rita Silva, Presidente da ANIMAL, publicada originalmente no Facebook, acerca da repressão policial à manifestação antitouradas em Viana.

Quando comecei a trabalhar na ANIMAL, há 10 anos atrás, fi-lo não só porque havia decidido dedicar a minha vida à Causa mas também porque me identifiquei sempre com os princípios desta Organização. Um destes princípios era o da não-violência. Defendo que devemos ser activos e nunca passivos, mas pacíficos, quando estamos em defesa de interesses e direitos fundamentais de quem não se pode defender a si próprio. Dos grandes movimentos sociais – sendo que o Movimento de Defesa dos Direitos dos Animais é o 3.º grande movimento social da História – este é aquele em que se defendem indivíduos não-humanos, e, por essa razão, é ainda mais passível de ser atacado, pois, em geral, enquanto humanos, sentimo-nos menos empáticos para com os de uma espécie diferente da nossa. Desde que me juntei a esta casa que já tive a minha integridade física posta em causa inúmeras vezes, bens materiais destruídos, já para não mencionar as ameaças diárias que recebo. Contudo, este foi um efeito secundário que aceitei quando aqui cheguei porque sabia que fazia parte do trabalho e da decisão que havia tomado. Escolhemos o comportamento, escolhemos as consequências, não é verdade? Não me queixo e nem me admiro de que gente que ganha a vida e/ou que retira prazer em explorar, torturar e matar animais sencientes use de todas as formas de violência possíveis para tentar combater quem se opõe a esse comportamento. Nos tempos idos (confesso que já não sou do tempo em que os manifestantes apanhavam pancada da polícia mas tenho muitos colegas a quem isso sucedeu) as forças da segurança não compreendiam bem nem estavam acostumadas a este tipo de contestação social, de modo que por vezes algumas manifestações terminavam em detenções e até mesmo em alguma forma de violência, quer de um lado, quer de outro, diga-se em boa verdade. Era tudo muito novo por cá e a revolta por vezes gerava comportamentos menos próprios e que, infelizmente, levavam a que o lado da razão a perdesse. Em todo o caso, estes episódios foram excepções à regra, e conforme referi, foram num passado longínquo. Continuar a ler