Associação Animal vai reabilitar o pitbull que matou o bebé de Beja

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Por Kátia Catulo

Tribunal entregou Zico à associação de defesa dos animais até decidir se tem de ser ou não abatido. Nos próximos tempos o pitbull vai estar em recuperação
A vida de Zico, o cão que em Janeiro provocou a morte de um bebé em Beja teve mais uma reviravolta. Durante sete meses, o animal arraçado de pitbull esteve preso numa sela do canil-gatil da Resialentejo à espera da sentença do tribunal que vai decidir se será abatido ou se a sua vida vai ser poupada. Ontem foi resgatado pela Associação Animal e vai começar uma outra etapa: o seu novo nome passa a ser Mandela e nos próximos tempos estará entregue aos cuidados de um especialista para ser reabilitado.

A mudança, contudo, não significa que o cão livrou-se de uma eventual sentença de morte. O Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja decidiu entregar Zico à Animal até ser julgada a acção judicial principal relativa à providência cautelar interposta em Janeiro para travar o seu abate. A associação de defesa dos animais vai tirá-lo do canil para o levar até um hospital veterinário em Lisboa onde irá fazer exames e ser tratado. “Quando tiver alta, o cão vai ser encaminhado para uma especialista em recuperação de animais agressores ou com problemas comportamentais graves e que irá fazer a sua recuperação”, contou à Lusa Rita Silva, presidente da Animal, esclarecendo que todo esse processo será supervisionado pela associação.

Tal como acontece com todos os animais recolhidos pela associação, também Zico vai mudar de identidade e ganhar o nome do Nobel da Paz sul-africano. Segundo Rita Silva trata-se de uma homenagem a Nelson Mandela, um homem que toda a vida lutou pela liberdade e nós (Animal) temos lutado muito pela liberdade deste cão”, justificou.

Sobre Zico, contudo, pesa a morte de um menino de 18 meses. No dia 6 de Janeiro, o animal arraçado de pitbull atacou a criança dentro de casa. O bebé, que ficou gravemente ferido, foi transportado para o Hospital de Beja, no qual lhe foi diagnosticado um traumatismo cranioencefálico grave, tendo depois sido transferido para o Hospital de Santa Maria, em Lisboa, onde morreu a dois dias mais tarde.

O cão foi para o canil-gatil da Resialentejo, perto de Beja, onde, segundo a veterinária municipal, iria ficar até ser abatido. A associação Animal, porém, apresentou de imediato no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, uma providência cautelar para impedir o seu abate, tendo conseguido “várias decisões provisórias” no sentido de que o animal não fosse morto.

Zico passou a ser considerado prova e o Ministério Público (MP) determinou que o animal não poderia ser abatido e teria de ficar apreendido no canil enquanto fosse necessário no âmbito do inquérito aberto ao caso.

Em Abril, o MP notificou a Animal e a Resialentejo de que o valor probatório do cão tinha sido levantado e informou que o destino do animal iria ser decidido pelos veterinários do canil, os quais, “com o aval da Direcção Geral de Alimentação e Veterinária, decidiram que o cão deveria ser abatido, por questões de segurança pública”, explicou Rita Silva. Após a notificação do MP, a Animal entregou, no Tribunal Administrativo e Fiscal de Beja, um requerimento, associado à providência interposta em Janeiro, para tentar, “mais uma vez”, impedir o abate e pedir para ficar fiel depositária do cão, tendo o tribunal confiado o animal à associação até decidir o seu destino.

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