Câmara de Viana saca de arma igual à da Prótoiro para impedir tourada

viana antitouradaPúblico

Autarquia também pediu uma providência cautelar ao tribunal, para que seja provisoriamente proibido o funcionamento da arena.

A Câmara de Viana do Castelo requereu ontem ao Tribunal Administrativo e Fiscal de Braga (TAFB) o decretamento, “no prazo máximo de 48 horas”, de uma providência cautelar que torne “provisoriamente proibido” o funcionamento da praça de touros amovível que foi montada na freguesia de Darque pelos promotores da tourada de domingo.

A autarquia fundamenta esta pretensão na circunstância de, em seu entender, a realização da corrida de touros nos terrenos situados nas proximidades da antiga seca do bacalhau na margem esquerda do Lima levantar problemas de trânsito e, consequentemente, de segurança.

O presidente da Câmara de Viana, José Maria Costa, já tinha avisado que o plano de mobilidade que a autarquia exigira à promotora da tourada, a Prótoiro – Federação das Associação Taurinas, como condição para reconsiderar o indeferimento do licenciamento da arena amovível, só servira para confirmar que o local não é adequado para receber o evento. Além da “ausência de condições de segurança”, a câmara alega que a implementação do plano de mobilidade implicará o condicionamento do trânsito, durante seis horas, numa estrada que serve 200 habitações. Situação que o município classificou como “inaceitável”, por privar parte significativa da freguesia de qualquer acesso, em caso de necessidade.

Ontem, a Câmara de Viana também entregou ao TAFB a contestação à providência cautelar que este concedeu à Prótoiro. A federação pediu a providência com o argumento de que o presidente da câmara anunciara que tudo faria para impedir a realização de uma corrida de touros, pelo segundo ano consecutivo, num município que, desde 2009, se declara antitouradas. Essa contestação da câmara dificilmente será objecto de uma decisão judicial em tempo útil, até porque pressupõe que a Prótoiro seja ouvida num prazo de cinco dias que esta fará questão de esgotar. Daí que a autarquia, por já nada poder opor a essa providência, venha agora sacar da mesma arma que a Prótoiro utilizou, pedindo também ao TAFB uma providência cautelar, agora relativa ao funcionamento da arena.

A montagem do redondel com capacidade para 3300 pessoas ficou ontem concluída, com Diogo Monteiro a garantir aos jornalistas que a realização da tourada é “um dado perfeitamente assente”, por estar licenciada pela Inspecção-Geral das Actividades Culturais e ter a instalação da arena “autorizada” pelo tribunal.

O director da Prótoiro recusou ainda que pretenda encerrar a estrada de acesso ao recinto, afirmando que o plano de mobilidade apenas prevê o estabelecimento, durante seis horas, de um único sentido na estrada, para facilitar o trânsito automóvel, já que a via não permite inversão de marcha nem cruzamento de viaturas. O responsável recordou que ainda há uma semana a autarquia fechou ao trânsito a ponte Eiffel sobre o rio Lima, durante várias horas, devido à passagem da Volta a Portugal.

Anúncios

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s