“A pesquisa científica com animais é uma falácia”, diz o médico Ray Greek

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Há 20 anos, Ray Greek abandonou o consultório para convencer a comunidade científica de que a pesquisa com animais para fins médicos não faz sentido. Greek é autor de seis livros, nos quais, sem recorrer a argumentos éticos ou morais,  tenta explicar cientificamente como a sua posição se sustenta. Em 2003 escreveu Specious Science: Why Experiments on Animals Harm Humans (Ciência das Espécies: Por que Experimentos com Animais Prejudicam os Humanos, ainda não publicado no Brasil) e o mais recente em 2009: FAQs About the Use of Animals in Science: A Handbook for the Scientifically Perplexed (Perguntas e Respostas Sobre o Uso de Animais na Ciência: Um Manual Para os Cientificamente Perplexos). Ele garante que sua motivação não é salvar os animais, mas analisar dados científicos.

Além disso, Greek uniu esforços com outros médicos americanos e fundou a Americans for Medical Advancement, uma organização sem fins lucrativos que advoga métodos alternativos ao modelo animal. Em entrevista para VEJA, ele diz porque, na opinião dele, a pesquisa com animais para o desenvolvimento de remédios não é necessária. Continuar a ler

O uso de animais como cobaias no Brasil resulta em grandes debates

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Por Renato Jakitas

A ação de um grupo de radicais que luta em defesa dos animais levantou em escala nacional um debate até então restrito à comunidade acadêmica e algumas poucas ONGs que militam no setor: o uso de animais como cobaias pela indústria farmacêutica e de cosméticos.

Os ativistas invadiram na última semana um laboratório que matinha, entre outro bichos, cães da raça Beagle para serem usados como testes de eficiência e efeitos colaterais de medicamentos e fitoterápicos para tratamento e cura de diversas doenças, como câncer, diabetes, hipertensão e epilepsia, bem como para o desenvolvimento de antibióticos e analgésicos. Continuar a ler

‘Nunca vi animais tão apáticos’, diz Luisa Mell sobre beagles resgatados

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Por Daniel Favero

Uma das primeiras ativistas a serem identificadas pela Polícia Civil na invasão ao Instituto Royal, em São Roque (SP), a apresentadora de TV Luisa Mell diz ter experimentado o “pior momento” de sua vida nas horas anteriores ao resgate dos cães da raça beagle, diante de rumores de que os animais seriam sacrificados. Após levar uma fêmea para casa, a apresentadora afirma que os cães utilizados em pesquisas no instituto apresentam diversos distúrbios de personalidade.

“O que mais me choca é a maldade humana. É horrível ver a apatia desses animais. Sou uma pessoa que resgata animais toda a semana, tenho experiência nisso, e nunca tinha visto animais tão apáticos”, dispara a apresentadora, cuja carreira é voltada para a defesa dos direitos dos animais. Continuar a ler

Brasil: Parlamentares pedem proibição de testes em animais

cobaia ratoPravda

150 Parlamentares assinam a declaração da HSI pedindo a proibição de testes em Animais para cosméticos no Brasil – Aumenta a pressão no Ministério da Ciência e Tecnologia por medidas que substituam animais de laboratório.

Brasília (22 de outubro de 2013) – O Governo precisa proibir testes de cosméticos em animais, de acordo com 150 parlamentares federais de todos os partidos políticos que assinaram a declaração Liberte-se da Crueldade da Humane Society International. O grupo de proteção animal enviou um relatório ao Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (CONCEA) pedindo a proibição no território nacional dos testes em animais para cosméticos. O CONCEA é um órgão vinculado ao Ministério da Ciência e Tecnologia com autoridade para proibir estes testes.

Helder Constantino, Gerente da Campanha Liberte-se da Crueldade declarou: “Estamos entusiasmados com o fato que parlamentares federais estão mostrando seu apoio à proibição de testes de cosméticos em animais. O CONCEA tem o poder de proibir esses testes no nível nacional com uma regulamentação. O Ministro da Ciência e Tecnologia preside esse conselho, e esperamos que ele ouça a voz dos cidadãos e do Congresso.” Continuar a ler

Instituto Royal nega que usava animais em testes de cosméticos ou de produtos de limpeza

instituto royalSurgiu

O Instituto Royal negou hoje (23), por meio de um vídeo gravado pela gerente-geral da instituição, Silva Ortiz, que fazia teste de cosméticos ou de produtos de limpeza nos animais. Na madrugada de sexta-feira (18), ativistas invadiram o instituto e retiraram 178 cães da raça beagle, que eram usados em testes científicos. Os ativistas alegaram que os animais foram vítimas de maus-tratos e que eram usados como cobaias em testes de cosméticos e produtos de limpeza.

“Nós não fazemos testes de cosméticos em animais, este tipo de teste é feito apenas pelo método in vitro,ou seja, dentro de equipamentos de laboratórios, sem animais”, disse a gerente. Segundo ela, as pesquisas eram voltadas para medicamentos e fitoterápicos, para tratar doenças como câncer, diabetes, hipertensão e epilepsia, entre outras, bem como para o desenvolvimento de medicamentos antibióticos e analgésicos. “O objetivo é testar a segurança de novos medicamentos de forma que possam ser usados por pessoas como eu e você”. Continuar a ler

Ministro critica ativistas que levaram beagles do Royal

instituto royalDiário do Grande ABC

O ministro de Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp, disse nesta quarta-feira, 23, que ativistas que levaram 178 cães da raça beagle do Instituto Royal, no interior de São Paulo, agiram “fora da lei”. “Ninguém deve se precipitar dessa forma, tem de respeitar a lei em primeiro lugar”, declarou o ministro, após participar de uma audiência pública na Câmara dos Deputados.

Segundo o ministro, o Conselho Nacional de Experimentação Animal (Consea) não registrou irregularidades na atuação do Instituto Royal e que o Ministério Público está apenas “acompanhando se os licenciados estão dentro da lei”. “Iniciativas marginais à lei é que não podem ser toleradas”, emendou.

Raupp disse ser favorável a testes em animais “enquanto forem necessários” e lembrou que a utilização de cobaias é permitida pela Lei Arouca. “Se os especialistas da área acham que não é possível fazer uma determinada pesquisa, desenvolver um novo medicamento contra o câncer, para cosméticos, para o que for, se for necessário sou favorável que se utilize os animais. Não tenho nenhuma posição ideológica ou fundamentalista sobre esse assunto. A minha posição é objetiva em função dos interesses das pesquisas no País”, enfatizou. O ministro afirmou que não há nenhuma evidência de que animais são supérfluos nas pesquisas científicas. Continuar a ler