O Vadio “faz mimo aos velhinhos” e aumenta a qualidade de vida dos idosos da Gafanha do Carmo

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Fonte: PT Jornal

PT Jornal

O Centro Comunitário da Gafanha do Carmo, em Ílhavo, tem “um rei”. Esta monarquia foi imposta por um cão vadio a que os idosos chamam de Vadio. Quem lá vive adora a companhia do animal, quem lá trabalha destaca os benefícios para os utentes e aconselha outros lares a fazerem o mesmo.

O que faz um cão vadio num lar da terceira idade? “Faz mimos aos velhinhos”, responde uma das utentes do Centro Comunitário da Gafanha do Carmo, no concelho de Ílhavo, onde foi instalada uma ‘monarquia’ canina. “O Vadio é um cãozinho que teve muita sorte. Andava por aí abandonado e veio com o grupo dos idosos que vão dar uma voltinha. Quando chegou, entrou com eles para o lar e foi muito bem recebido. Zelaram-no, trataram-no muito bem e agora é o rei daqui, todos o adoram”, explica uma das utentes.

No vídeo realizado pela instituição não faltam explicações para o que “este menino” trouxe ao lar. “É o melhor que pode haver”, resume outra utente, enquanto um outro se gaba de que o cão “dorme aqui comigo nesta cama”, acrescentando: “mora cá connosco, a casa dele é esta. É amigo de todos e todos são amigos dele. É uma maravilha de um animal”.

“Mesmo os idosos mais dependentes conseguem demonstrar carinho para com o Vadio. Este animal faz com que os nossos idosos se sintam acarinhados. Pode ser só um canino de quatro patas, mas faz com que os idosos sintam amor. Há muitos animais abandonados a precisarem de um lar e não custa nada dar carinho”, explica uma das técnicas.

Um diretor explica que a ideia não foi bem acolhida no princípio, mas que logo o Vadio conquistou a afeição dos utentes: “no início não foi fácil aceitarem, mas quebrada a regra o Vadio faz parte desta casa. Sentimos que os idosos têm no Vadio uma forma de comunicarem, de estarem mais alegres. Permite também que pessoas de fora venham visitar o nosso Centro Comunitário com duas ideias: visitar os utentes e visitar o Vadio”.

Outra técnica realça que a presença de um animal num lar “aumenta a auto-estima dos idosos, o que acaba por aumentar a qualidade de vida e tem repercussões na saúde deles”. “Eu vi a presença do Vadio, desde o princípio, como algo de positivo para a sociabilização dos nossos idosos. Há utentes que quase que não reagem e com o Vadio já se soltam, fazem uma festinha, dão um sorriso”, complementa outra técnica.

Todos os que frequentam o Centro Comunitário da Gafanha do Carmo são unânimes em aconselhar outros lares a “terem a coragem” de adotar um animal: “se querem um amigo, adotem um vadio”.

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