Madeira: Petição contra a criação de um pólo turístico com espectáculo de golfinhos na Marina de Baixo da Ponta do Sol

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No dia 22 de Junho pelas 15 horas está a ser organizado um protesto contra a criação de um pólo turístico com espectáculo de golfinhos na Marina do Lugar de Baixo, esta acção iniciada por um grupo de cidadãos indignados está também a ser acompanhada por uma petição online que conta com cerca de 1200 assinaturas em apenas 2 dias, esta petição(http://peticaopublica.com/psign.aspx?pi=PT73818) será depois endereçada ao Governo Regional da Madeira e posteriormente a entidades e instituições europeias que repugnam este tipo de visão exploradora da vida animal e que começam a juntar-se a esta luta, tal como a Dolphin Project, Internationak Funds for Animal Welfare, a equipa do documentário ‘The Cove’ e a ‘Wale and Dolphin Conservation’, ‘WWF’, ‘GreenPeace’, ‘Rick O´Barry´s’, ‘Deborah Bassett’ e ‘Paul Watson’ da ‘Sea Shepherd Conservation Society’, ‘Nicole McLaghlan’ entre outras.

A Marina do Lugar de Baixo é sazonalmente fustigada por ondas que destroem violentamente a obra feita e refeita que até à data cerca de 110 milhões de euros.
Esta obra além de polémica desde o seu início e sem qualquer tipo de estudo por parte dos responsáveis antes da mesma ter sido construída, já teve várias vidas, passou de Marina a centro de recreio para a população, depois recife artificial para Surf, acabando agora, nas mãos de um privado com a deprimente ideia de criar um pólo turístico com espectáculo de golfinhos e outras actividades direccionadas à exploração da vida animal. Esta marina é uma preocupação a todos aqueles lembram e relembram a forte agitação marítima daquela localidade originada pelo “baixio” que vem desde o Paul do Mar até ao Cabo Girão e onde a rebentação é mais violenta desde o Lugar de Baixo até o Paúl.

Quantos mais estudos hidrográficos terão de ser realizados, quantos mais avisos dos residentes antigos da zona do Lugar de Baixo é preciso haver para se aperceberem que aquela construção é um perigo para todos nós, incluindo a vida animal?
É também preocupante devido aos constantes erros e atrocidades intelectuais exercidas pelos mesmos, pensar ou acreditar que não existe nenhum controle, ou informação por parte dos mesmos, sobre o funcionamento e processo de ensinamento destes animais, sejam eles capturados no nosso mar regional ou noutra localidade qualquer.

As águas da Madeira são muito ricas em cetáceos, com 22 espécies registadas até à data. O total de espécies a nível mundial é 75. A cerca de 5 km da costa atinge-se já uma profundidade superior a 3.000 metros, o que significa que muitas vezes encontramos cetáceos muito próximos da costa, quase a bater à sua porta de casa! Nalguns anos, espécies oceânicas de golfinhos, assim como Baleias-de-Bico raras e Orcas são também avistadas nas nossas águas. Estes animais, no seu período migratório, vêm até à Madeira à procura de comida, ou no seu período de reprodução, e pelo menos uma espécie é cá residente, sendo as nossas águas o seu habitat.
As espécies de golfinhos mais prováveis de encontrar são as seguintes:
-Golfinho Comum;
-Golfinho Pintado;
-Roaz( espécie que podemos encontrar em maior quantidade).

A Região Autónoma da Madeira é verdadeiramente abençoada com um dos mais bonitos acontecimentos da natureza: a visita de baleia e golfinhos, que só recentemente foi reconhecida como uma mais-valia para este encantador destino.

Será que os nossos governantes estão a par de que os golfinhos são obrigados a aprender truques sob forma de isolamento e depois sofrem como castigo a privação de comida quando se recusam a fazer os truques a que estão a ser sujeitos a aprender? É importante referir que normalmente este tipo de “parque de diversão” chega a reter 60% da comida antes de um espectáculo, para que os animais fiquem mais “atentos”. Os que não correspondem ao pedido dos treinadores/ tratadores são isolados e ignorados como forma de castigo. Isto é uma verdadeira tortura para animais tão sociais como os golfinhos.
No seu habitat natural os golfinhos vivem entre 25-50 anos. Nos parques aquáticos raramente vivem mais de 10 anos. Mais de metade dos golfinhos morre nos primeiros 2 anos de cativeiro e os restantes vivem em média 6 anos.

Cada vez mais pessoas reconhecem que golfinhos, orcas e outros cetáceos não devem estar em parques deste tipo. O Canadá já não permite a captura e exportação de belugas, no Brasil e Índia já é ilegal o uso de mamíferos marinhos em espectáculos, em Inglaterra, boicotes levaram ao encerramento de todos os parques aquáticos (atenção que parques aquáticos normalmente são aqueles com toboggans e afins, e não com espectáculo de animais), Israel proibiu a importação de golfinhos para parques aquáticos, o mesmo começa a acontecer em muitos estados dos Estados Unidos e na (se não puseres “na” vais tar a pressupor que a Europa tem estados) Europa.

A ilha da Madeira ainda pode tornar realidade o sonho daqueles que desejam ver baleias e golfinhos,sem ter o seu bom nome manchado com um cativeiro e exploração da vida animal.
Retirar estes majestosos animais do seu habitat natural para uso comercial é totalmente obsceno e é nosso objectivo alertar as pessoas, sensibilizar o governo para não prosseguir este concessionamento.

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