Câmara de Braga pondera custos da esterilização de animais

gatos ruaCorreio do Minho

A Câmara Municipal de Braga poderá avançar em breve com uma campanha de esterilização de cães e gatos abandonados como forma de combater a superpopulação e diminuir o número de abates destes animais de companhia.

O presidente da autarquia, Ricardo Rio, revelou na última reunião da vereação que estão a ser avaliados os custos que a esterilização comporta, adiantando também a atenção que vai ser dada a iniciativas de sensibilização para a adopção animal.

Escassos dias após a aprovação do regulamento do Centro Municipal de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Braga pela Assembleia Municipal, a vereação bracarense recebeu de um grupo de cidadãos um conjunto de propostas de combate ao abandono de animais de companhia.

Frederica Cascão, uma das dinamizadoras desse movimento, entende que “o abandono de animais é um hábito cultural que precisa ser mudado e isso só é possível com um trabalho sério, a longo prazo, começando com crianças na fase escolar”. Considerando que “nenhuma câmara municipal, nenhuma organização voluntária, nenhuma instituição tem recursos para recolher e abrigar todos os animais abandonados”, esta professora defende que “é preciso é reduzir o número dos animais abandonados e promover a esterilização”.

Acções de prevenção, educação e sensibilização junto das escolas e juntas de freguesia foram sugeridas pelo grupo denominado DARB (Divulgação dos Animais de Rua em Braga), que apresentou recentemente uma petição contra o abate de animais no canil municipal.
Este movimento destaca que os abates de animais no canil/gatil de Braga sucedem-se há 37 anos e que, na última campanha eleitoral autárquica, Ricardo Rio prometeu mudanças no acolhimento de animais de companhia.

Assumindo a esterilização e a adopção como eixos essenciais de uma nova política de defesa dos animais, Ricardo Rio avisou que “nunca será possível comportar no centro de recolha todos os animais abandonados”, pelo que os abates não poderão pura e simplesmente deixar de existir nos termos da lei.

Segundo o presidente Ricardo Rio, a câmara tem como “prioridade inverter a imagem do concelho de Braga” no que ao acolhimento de animais diz respeito. O edil reconhece que o município “tem sido notícia e alvo de comentários pelos piores motivos”, sendo muitas vezes o canil, agora rebaptizado Centro Municipal de Recolha Oficial de Animais de Companhia de Braga, “rotulado de verdadeiro matadouro”.

Os representantes da DARB sugeriram esterilizações a cus-tos reduzidos no canil/gatil, algo já experimentado noutros municípios, casos de Castelo Branco ou Oeiras. Este último oferece a esterilização dos animais de companhia aos munícipes que demonstrem não possuir meios para custear a respectiva cirurgia, dando prioridade aos idosos.

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