Câmara de Sintra quer travar abandono de animais

palacio_sintraExpresso

A Câmara Municipal de Sintra e a associação Animalife assinaram esta quarta-feira um protocolo para criar um centro de distribuição de ração a animais que pertençam a famílias carenciadas.

Esta aliança  “visa desincentivar o abandono de animais de estimação no concelho de Sintra e contribuir para o seu bem-estar e a sua inserção familiar através do apoio a famílias carenciadas na alimentação e cuidados médico-veterinários (desparasitação, vacinação, esterilização e identificação electrónica) para os seus animais”, esclarece a Animalife em comunicado.

Perto de seis mil famílias carenciadas em Sintra

O crescimento dos problemas económicos contribuiu para o aumento de animais abandonados. A câmara de Sintra referenciou seis mil famílias com dificuldades económicas este ano, de acordo com informações da autarquia.

“O uso de coleira permitiu à Câmara de Sintra identificar que muitos dos animais encontrados na rua tinham dono mas não eram reclamados”, explicou o vereador Luís Patrício responsável pelo Gabinete Médico-Veterinário.

Esta parceria com a Animalife pretende assim “dar uma resposta social onde ela antes não existia” porque a autarquia reparou “que era uma preocupação transversal às famílias que tinham animais”.

A Câmara de Sintra vai encaminhar as famílias com carência económica até ao centro, enquanto a Animalife avaliará cada caso consoante “as necessidades de apoio dos animais”.

O primeiro centro de distribuição de ração da Animalife abriu em janeiro deste ano, em Lisboa. Para além dos centros, a Animalife procura lutar contra o flagelo do abandono animal através da colaboração de voluntários de Norte a Sul do país.

Três mil animais abandonados em 2013

No último ano entraram 2500 “animais de companhia” abandonados pelos donos no gabinete médico da unidade municipal e outros 500 “de quinta”, como cavalos e ovelhas, adiantou o vereador da câmara de Sintra.

Apesar do elevado número de abandonos acrescentou que a Câmara tem conseguido encaminhar 70% dos animais domésticos para adoção” e colocar os não-domésticos em quintas pedagógicas.

O vereador, Luís Patrício explica ainda que a eutanásia é o último recurso – só aplicada se o animal “se encontrar em sofrimento” – frisando a importância de apoiar as famílias do concelho para reduzir o número de casos de abandono.

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