Quercus oferece cães pastores para evitar predação e combater o uso de venenos

cao pastorPúblico

A associação ambientalista Quercus está a oferecer cães pastores aos criadores de gado da região do Parque Natural do Tejo Internacional (PNTI) para evitar a predação dos rebanhos e o recurso ao uso ilegal de venenos.

“As pessoas utilizam veneno, apesar de ser ilegal, para evitar ataques aos rebanhos por parte dos predadores e cães abandonados. Estamos a oferecer cães pastores aos criadores de gado que não têm pastores nem cães”, disse hoje à agência Lusa o responsável pelo núcleo da Quercus de Castelo Branco.

Samuel Infante explicou que esta acção está a ser desenvolvida junto de criadores de gado da área do PNTI, no âmbito do projecto Life Natureza “Acções inovadoras contra os envenenamentos”.

Os cães pastores oferecidos aos criadores de gado que aderem ao projecto são de raças autóctones portuguesas, serra da estrela de pelo curto e cão de gado transmontano, duas espécies que, segundo Samuel Infante, “estão perfeitamente adaptadas à região”.

“Os resultados são bons. Em determinados locais, os rebanhos que não tinham nenhum cão começam a ter e houve sítios onde a predação diminuiu 100%. Basta a simples presença de um cão durante a noite para afastar uma série de predadores”, referiu.

O responsável pelo núcleo da Quercus de Castelo Branco disse ainda que “a pouco e pouco, vai-se tentando ir à origem do problema para fazer com que as pessoas deixem de usar venenos”.

Segundo Samuel Infante, anualmente, “centenas de animais na região são envenenados”.

“Temos áreas onde no início encontrávamos dezenas e dezenas de iscos com veneno”, disse.

A Quercus está neste momento a trabalhar com 15 zonas de caça e 30 criadores de gado.

“Estamos a trabalhar em vários níveis. Já fomos às escolas em programas de sensibilização, temos vários processos em tribunal e estamos a promover acções de boas práticas de gestão junto das reservas de caça e de criadores de gado”, sublinhou.

Este projecto-piloto internacional, que tem uma duração de quatro anos, visa avaliar e difundir a eficiência de acções inovadoras contra o uso ilegal de iscos envenenados.

Está a ser implementado em oito áreas-piloto de Portugal, Espanha e Grécia.

O projecto conta ainda com uma Equipa Canina Europeia de detecção de venenos, que se encontra a trabalhar na zona-piloto do PNTI.

Segundo a Quercus, a utilização de venenos é uma prática ilegal, que põe em perigo espécies em risco de extinção, animais domésticos e a própria saúde pública.

Além disso, é a principal causa de morte não natural para várias espécies em perigo de extinção a nível europeu.

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