Gaia: Uma centena de animais abandonados espera por um novo lar

cao felizNotícias ao Minuto

Os quase 80 cães e 16 gatos estão no Centro de Reabilitação Animal de Gaia, que, mais do que um canil ou centro de recolha oficial, procura recuperar os animais para que possam ser adotados.

A reabilitação do animal recolhido ou entregue no centro é feita a nível quer físico quer comportamental o que leva a que muitos acabem por ficar vários meses com os tratadores e veterinários à espera de uma nova família, porque se assume sempre que “todos têm potencial para serem adotados”.

A afirmação é de António Dias, Chefe da Divisão Municipal de Higiene Pública que integra o Centro de Reabilitação, segundo o qual nos últimos três anos foram adotados ou restituídos às suas famílias 50% dos animais que lá deram entrada.

Com dois pavilhões, 38 jaulas para cães e um espaço para gatos, o centro, inaugurado em outubro de 2009 pelo anterior executivo, começa a sentir a falta de espaço e de celas e mesmo de uma zona lúdica mais ampla “onde os animais possam circular e onde se possa fazer determinado tipo de treino que aqui não é possível”, contou.

“O centro de reabilitação está a funcionar como um centro de frustração [para os animais] pela falta de condições (…) e de espaço para passear”, relatou um dos tratadores.

É precisamente para dar uma nova resposta aos animais abandonados ou entregues que o atual executivo se prepara para avançar com a criação de um novo espaço, o PATA — Plataforma de Acolhimento e Tratamento Animal, que está dependente de financiamento do Quadro Comunitário de Apoio.

Para além de centro animal, o PATA terá também uma componente educativa com ações de sensibilização sobre os animais de estimação e sobre a importância de “respeitar e não abandonar”, esclareceu a autarquia.

Enquanto não nasce o PATA, a câmara apostou numa campanha de sensibilização que começou por ser divulgada numa rede social, com um cartaz assinado pelos “cães e gatos que se encontram à espera de um lar” e que lembram: “Nós já fomos abandonados!”.

Após mais de mil partilhas da imagem com a cadela Tita, mãe de nove crias já adotadas mas que ainda espera de uma nova família no centro, a campanha saiu para a rua e está espalhada pela cidade em diversos mupis.

Para final de setembro está já previsto o lançamento de uma campanha de adoção que contará com um protocolo a ser assinado com várias clínicas veterinárias do concelho visando a comparticipação de tratamentos.

E o que é preciso fazer ou ter para adotar um dos animais do centro? “Essencialmente vontade”, respondeu o responsável, acrescentando, porém, ser necessário preencher um questionário para ser possível apurar as motivações.

Depois de adotado, o centro faz, nas primeiras semanas, o acompanhamento do processo “para avaliar se a situação está a correr bem e se o animal está a ser bem integrado”.

Aos que “têm espaço e disponibilidade” lançou o apelo: “passem pelo centro, visitem e, se possível, adotem um animal”.

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