Marca de maionese vegana é favorecida por processo judicial movido pela Unilever

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Conforme publicado recentemente pela ANDA , a multinacional Univeler processou a pequena empresa startup americana Hampton Creek por causa da maionese vegana produzida por ela, chamada Just Mayo.

Mas o resultado da ação tomada pela Unilever acabou tendo um efeito inesperado: funcionou como uma campanha da marketing a favor da Hampton Creek. As informações são do One Green Planet.

“Tem sido extraordinário como as pessoas reagiram a isso, incluindo o público, os comentaristas, os nossos parceiros de varejo e de food service”, disse Joshua Tetrick, CEO da Hampton Creek, ao One Green Planet. “Isso nos fez lembrar por que começamos esta empresa, em primeiro lugar. Nós sabíamos que a Hampton Creek faria barulho, e nós não devemos nos surpreender com as reações de alguns”.

A Unilever, conglomerado multinacional milionário que detém a marca Hellmanns, processou a Hampton Creek alegando que esta empregava propaganda enganosa ao vender a sua maionese Just Mayo. Segundo a Unilever, toda maionese deve conter ovos, devido a uma definição do FDA (Food and Drugs Administration) – afirmação que já foi contestada e não procede. Outro ponto apresentado pela Unilever em sua ação é que o rótulo da Just Mayo mostra um ovo sendo quebrado por uma ervilha amarela (ingrediente que substitui os ovos no produto), o que supostamente estaria enganando os consumidores ao fazê-los acreditar que o produto contém ovos.

Mas a etiqueta da Just Mayo evidencia que o produto é “egg-free”. E também não é a única maionese livre de ovos no mercado, o que leva a concluir que o cerne da questão e que motivou o movimento da Unilever foi o fato da Hampton Creek estar disputando mercado com a mesma.

Mas se a Unilever acreditou que uma ação judicial iria estancar a adesão dos consumidores de suas marcas menos saudáveis ou sustentáveis para seu concorrente inovador, ela parece ter calculado mal. Um representante de Hampton Creek disse ao One Green Planet que os especialistas de monetização de mídia determinaram que a Hampton Creek recebeu publicidade gratuita na ordem de 3 milhões de dólares por dia por uma semana, após o processo ter sido arquivado, devido à sua visibilidade nos grandes meios de comunicação.

A propaganda livre não foi o único ponto a favor da Hampton Creek: as páginas da Unilever e da Hellman’s no Facebook foram inundadas com comentários negativos feitos por consumidores indignados com o caso.

“A ironia é que muito do que estamos fazendo em resposta a este processo está, na verdade, construindo a nossa empresa”, disse Tetrick. “Está construindo nossa base de clientes, aumentando a nosso número de vendas, ajudando-nos a atrair melhores talentos e a energizar a nossa equipe. Está também reforçando um ponto de vista que temos e que é essencial em tudo o que fazemos…você precisa de uma nova abordagem para resolver grandes problemas”.

“Este é um grande momento para a Hampton Creek”, acrescenta Tetrick, a respeito de toda a provação. “Estamos surpresos, mas humildes. De fato, uma das razões que mais nos inspiram nesse momento é a percepção de uma potencial oportunidade de mudanças mais amplas no ambiente regulatório, para torná-lo mais adequado à solução de grandes problemas de modo que assim se possa criar alimentos mais saudáveis e sustentáveis”.

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