Universidade de Oxford vota a favor de refeições veganas para ajudar a combater mudanças climáticas

Fonte: Flickr/LollyKnit

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ANDA

Por Marcela Sini do Prado

Academia de Wadham na Universidade de Oxford, Inglaterra, aprovou uma proposta de banir produtos à base de carne e servir apenas comida vegana durante cinco noites por semana dentro do campus. As informações são do site Blue & Green Tomorrow.

Fundada em 1610, a Wadham consiste em 150 licenciados e 450 bacharéis. Foi uma das primeiras faculdades a admitir mulheres e é conhecida por sua atitude progressista. A Oxford é composta por mais de 30 faculdades diferentes, contando com a União dos Alunos Wadham (SU) encontrando-se a cada duas semanas.

Em um encontro recente, James Kenna, um estudante do quarto período de Engenharia, propôs que servissem comida vegetariana por quatro noites. Ben Szreter, estudante do segundo ano de História, decidiu então propor uma mudança, a qual foi aceita; disse que deveriam aumentar para cinco dias de comida vegana.

A proposta afirma que, “reduzir o consumo de carne é um dos muitos passos a serem tomados para se reduzir os efeitos da mudança climática.” Concordou-se em uma reunião, em março de 2014, que Wadham teria as segundas-feiras livres de carne no cardápio, como dizia na nota da proposta, “consumo excessivo de carne é prejudicial ao meio ambiente e também pode provocar o aumento de aparecimento de doenças, como o câncer de intestino.”

Entretanto, algumas pessoas estão preocupadas se essa medida poderia intimidar futuros alunos. “Cinco dias de comida vegana soa intimidador para os estudantes ao redor do país, e muitos alunos de Wadham com os quais eu falei disseram que teriam ido para outras faculdades se essa política estivesse em execução no momento de suas matrículas,” Szreter relatou ao jornal semanal The Oxford Student.

O representante alimentar da SU se encarregará da proposta e ela será posta em prática para a próxima reunião do comitê alimentar. A Universidade de Oxford é creditada a ter os maiores investimentos em companhias de combustível fóssil entre as universidades britânicas e, no início deste mês, comprometeu-se, devido a protestos dos estudantes, a olhar de outra forma a venda dos investimentos com os resultados que serão lançados em julho.

Na Energy Policy, uma revista especializada, um estudo de 2012 relatou que a produção de carne é um significante fator quando se trata em contribuições para o aumento do efeito estufa. A ONU também foi citada dizendo que a indústria da carne é um grande contribuinte para os problemas relacionados ao meio ambiente.

Além dos fatores ambientais, no sistema intensivo, os animais fazem parte de uma linha de produção em massa e são tratados como mercadorias. Aves são criadas aglomeradas em galpões enormes a mal podem andar, além de receberem hormônios para crescerem mais rápido e renderem maior quantidade de carne. Os porcos são obrigados a viver na sujeira, amontoados e são castrados sem anestesia, e as fêmeas, exploradas para a reprodução, passam longos períodos em baias tão pequenas que não conseguem nem virar o corpo. Os bois têm seus chifres cortados e são marcados com ferro quente, o que causa muita dor e sofrimento. Animais para o consumo passam sua vida confinados e são violentamente mortos para que, assim, os humanos possam se alimentar de suas carnes.

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