2014 foi o ano da extinção de pelo menos três espécies de animais

biodiversidadeBlasting News

Está mais do que comprovado que é o Homem o principal responsável pelo desaparecimento de espécies de animais e só no último meio século foram 832 as que deixaram de existir à face da Terra, segundo dados da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN, na sigla original). Já a World Wild Life (WWF) pondera que sejam 16 as que estão em risco crítico de desaparecerem. Mas em 2014 foram três as espécies que se extinguiram mesmo, de acordo com os cálculos da IUCN: o Lacrau Gigante de Santa Helena (Labidura herculeana), a lesma Plectostoma sciaphilum e o lagarto Emoia nativitatis. Os três por culpa da acção humana na destruição do seu habitat.

Da Lista Vermelha da IUCN constam mais de 22 mil espécies que estão em perigo de extinção de um total de 76 199 espécies que se conhecem. “Cada actualização da Lista Vermelha faz-nos perceber que o nosso planeta está constantemente a perder a sua incrível diversidade de vida, em grande parte devido às nossas acções destrutivas para satisfazer o nosso crescente apetite por recursos”, afirmou em comunicado a directora-geral da organização, Julia Marton-Lefèvre.

Em perigo estão espécies como o atum de barbatana azul, encontrado no Oceano Pacífico, por ser um petisco apreciado no Japão, especialmente se for capturado jovem. Quando tal acontece, com esta e outras espécies de peixes e moluscos, os animais não têm oportunidade para se reproduzir o que coloca as suas populações a níveis mínimos de sobrevivência. Também o apetite humano é a principal causa da iminente extinção do rinoceronte branco, do qual há apenas cinco exemplares no mundo. No caso deste animal, cujos representantes vivos estão todos em cativeiro para sua protecção, crê-se que foi a caça o responsável pela sua crescente morte, já que os seus chifres são considerados afrodisíacos. Em Portugal, o Lince Ibérico é uma espécie que tem desaparecido nas últimas décadas, mas os esforços para a sua conservação até deram há pouco tempo origem a sinais de trânsito aquando da libertação de dois animais em território nacional.

A economia nada tem a ver com a conservação animal

Um relatório da IUCN dá conta de que 2.5% do orçamento gasto em sectores associados ao exército norte-americano (o equivalente a 45 mil milhões de dólares ou cerca de 54 mil milhões de euros) bastava para assegurar a biodiversidade do planeta. Ainda assim, diz outro estudo da organização, que não é a economia dos países que dita os esforços em prol da conservação animal. A investigação revela que os países com uma economia mais próspera não se esforçam mais do que os outros. É antes a implementação de legislação e de espaços protegidos que decide a questão do impacto ambiental. Em números, o estudo diz que são os países mais ricos, incluindo a Austrália, a China, os Estados Unidos, entre outros, os responsáveis pela destruição de mais de metade das áreas de conservação de espécies vertebradas. Segundo a IUCN, a chave para uma melhor protecção da biodiversidade são projectos a longo-prazo que se foquem na reversão da perda das espécies.

Recorde-se também que a flora, não só a fauna, está também em perigo devido a acções directas e indirectas por parte do Homem. Ainda que muito tenha sido feito para reverter a situação, incluindo a criação do projecto Arca de Noé na Rússia, há ainda muito a fazer para que mais nenhuma espécie seja extinta.

Advertisements

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s