Animais no circo

circos sem animaisDN

Por Sandra Duarte Cardoso

Após visualização de uma peça no dnoticias.pt relacionada com a lei sobre animais no circo, cumpre-me explicar ou informar acerca de alguns pontos relevantes.

Há mais de 40 anos que as ONG de defesa e protecção animal, internacionais e nacionais, cientistas, biólogos, etc, recolhem informação sobre as condições degradantes em que estes animais vivem. Não é especulação, é uma constatação.

Está provado que são mantidos em condições que não lhes permitem ter comportamentos ditos normais, são expostos a stress profundo e constante, e os métodos de treino a que são sujeitos envolvem recurso à força e à dor. São mantidos em cativeiro ou expostos a constantes viagens, em jaulas de dimensões inaceitáveis, tratados e manipulados por pessoal sem formação em maneio animal, sendo que grande parte dos animais usados nesta indústria apresentam doenças do foro físico e psicológico, nomeadamente patologias comportamentais. Sendo a sua esperança de vida reduzida.

Não será necessário ter Doutoramento na área do bem estar animal para se perceber que um elefante ou que um leão não conseguem reproduzir comportamentos ou malabarismos, como os observados nos circos. Não sem que exista uma forte anulação do seu comportamento normal e uma constante inibição dos seus instintos naturais, com recurso à força e à anulação dos seus comportamentos singulares ou de grupo. Infelizmente já existiram inúmeros casos onde vidas de humanos e de animais foram perdidas devido a esta indústria e à ausência de fiscalização e de regulamentação da mesma.

Em Portugal existem dezenas de episódios associados a maus tratos de animais em circos, abandonos até à sua morte, por fome, e constantes infrações à lei. Aliás, infrações a regulamentos com algumas normativas, uma vez que da  lei de protecção de animais que abrange crimes como o mau trato e o abandono, esta actividade está excluída, pela sua complexidade e pela forma como os animais são tratados.

Num país onde os animais são constantemente negligenciados pelas autarquias, bastaria visitar um dos circos licenciados e em funcionamento, acompanhada de um Técnico Superior da matéria, para de certo ver apontadas as irregularidades de segurança e de saúde pública e os flagrantes maus tratos e violação dos direitos básicos destes animais. A negligência é tão gravosa e constante que algumas autarquias tomaram – e a nosso ver, bem – uma posição.

Os animais como leões, tigres, elefantes, e muitos outros usados e abusados pela indústria circense, estão já reconhecidos pela comunidade cientifica como seres sensientes, como seres com estruturas familiares, com emoções e reações que passam pela saudade, amor, medo, angústia, sentido de prisão e mesmo compaixão.

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