Bloco de Esquerda contesta pagamento pela Câmara do seguro aos Forcados de Santarém

blocoO Ribatejo

O Bloco de Esquerda apresenta uma moção de desacordo pelo pagamento do seguro ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém. A decisão da Câmara Municipal de Santarém foi tomada, no início de fevereiro, com apenas um voto contra do vereador do partido Os Verdes, continuando assim o município a pagar a apólice do seguro anual dos Forcados Amadores de Santarém no valor de 3.800 euros. “Não está em causa a quantia, não está em causa o centenário dos Forcados Amadores de Santarém, que pelo que se conhece atuam gratuitamente e que respeitamos. Não está em causa a tradição nem o que cada pessoa pensa sobre as touradas ou pelo chamado espetáculo taurino. Há argumentos que se podem considerar válidos para um bom debate vindos de qualquer posição”, afirma a moção que o Bloco de esquerda vai apresentar na assembleia municipal esta sexta-feira. No entanto, o Bloco de Esquerda de Santarém considera que “a atividade taurina é hoje uma atividade comercial e a forma como cada pessoa ou cada grupo nela se insere é da sua exclusiva responsabilidade privada”. Em consequência, para o Bloco, “a Câmara Municipal de Santarém não deve financiar atividades taurinas”. Na moção, o Bloco cita o escritor Samuel Pimenta que diz que “a nobreza de um touro não está em servir de divertimento a uma multidão que se banqueteia com o derramamento de sangue. Simbolicamente, a tourada é a celebração de um sacrifício e da violência como condição da virilidade, da masculinidade e da força. É herdeira de um modelo civilizacional que ainda acredita que pode possuir tudo o que existe no planeta…”.

O texto da moção refere que “cada humano que habita a Terra tem o dever de zelar pelo bem-maior de todo o planeta em prol da continuidade da vida que o sustém. Essa é a nova lei! Promover uma prática que celebra o sofrimento, a tortura e a morte de animais é alinhar com um modelo de civilização obsoleto e condenado à extinção”.

Para o Bloco de Esquerda, “aAs opiniões pessoais são sempre opiniões pessoais, mas a cultura e o divertimento não se podem basear no sofrimento dos animais”. Assim, propõe que a Assembleia Municipal de Santarém, a reunir no dia 27 de fevereiro, manifeste “o seu desacordo pelo financiamento público, direto ou indireto, da Câmara Municipal de Santarém às atividades taurinas e, em consequência, desacordo com o pagamento de seguros ao Grupo de Forcados Amadores de Santarém”.

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