Zimbabué proíbe caça a grandes animais perto da reserva de Hwange

elefanteRTP

O Zimbabué anunciou hoje restrições imediatas à caça de grandes animais (leões, elefantes, leopardos) perto da reserva de Hwange, admitindo apenas quando exista uma autorização especial dos parques nacionais.

“A matança ilegal do leão Cecil fora do Parque Nacional de Hwange, mostrou a necessidade de reforçar ainda mais as regulamentações sobre a caça em todas as áreas que fazem fronteira com o parque”, informou a autoridade dos Parques Nacionais do Zimbabué (ZPWMA).

“A caça aos leões, leopardos e elefantes em áreas de fronteira com o Parque Nacional de Hwange é suspensa com efeitos imediatos”, acrescenta o comunicado.

Este tipo de caça só pode agora ter lugar se houve uma “autorização, por escrito, do Director-Geral” e “na presença de funcionários do parque”.

A ministra do Ambiente do Zimbabué, Oppah Muchinguri, pediu sexta-feira a extradição do norte-americano Walter Palmer, que matou o leão Cecil, animal de uma espécie protegida no país e uma das principais atrações do Parque Nacional de Hwange.

O leão Cecil era um macho dominante na reserva, ficou conhecido pela sua notável juba negra e fazia parte de uma investigação científica sobre a longevidade dos leões realizada pela universidade britânica de Oxford, usando um colar com rádio transmissor.

“Infelizmente, foi tarde demais para prender o caçador estrangeiro, porque já tinha fugido para o seu país de origem” antes do escândalo rebentar, comentou a ministra.

De acordo com a ministra, “as investigações realizadas, até ao momento, mostram que esta caça furtiva foi muito bem organizada e bem financiada, com certeza que funciona”, disse a ministra, acusando o caçador norte-americano e os seus intermediários locais de “caçar furtivamente leões”.

O tribunal de Hwange, competente para julgar o caso, apresentou acusações contra o responsável local pela caçada, Theo Bronkhorst.

Este responsável foi acusado de “não impedir a caça ilegal” e foi colocado em liberdade vigiada antes do início do julgamento, marcado para o próximo dia 05 de agosto.

Honest Ndlovu, o dono da propriedade onde o leão foi caçado será, provavelmente, acusado na semana seguinte.

O caçador norte-americano – muito criticado nas redes sociais e por organizações que defendem a causa animal — defendeu-se, num comunicado, dizendo que fez a caçada de boa-fé, não sabia que era ilegal e lamentou o ocorrido, sem dar mais detalhes sobre o caso.

De acordo com uma organização não-governamental do Zimbabué, no início de julho o leão foi atraído para fora da reserva de Hwange, atingido por um flecha e a sua agonia só terminou 40 horas depois, morto a tiro.

A caçada realizou-se à noite.

As autoridades norte-americanas também já abriram um inquérito para investigar o caso.

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