Turistas matam 600 leões por ano por “diversão”

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Babuíno: 300 dólares. Girafa: 5500. Leoa: 8990. Leão: 26.000. Os números não variam muito e são facilmente encontrados nos muitos websites que oferecem a turistas a possibilidade de participar em “safaris” onde é possível matar animais em troca de mutos dólares. Por ano, estima a International Union for the Conservation of Nature, 600 leões são mortos “por diversão”.

O caso do leão do Zimbabué Cecil, morto pelo norte-americano Walter Palmer, provocou uma indignação mundial (mais de um milhão de pessoas assinaram uma petição que exigia justiça) e trouxe à luz do dia outros casos. Basta uma rápida pesquisa no Google para perceber que a oferta é variada e para encontrar dezenas de imagens de caçadores a exibirem os seus troféus.

Além da estimativa do número de leões mortos, o site informativo The Dodo revela ainda que a maioria dos animais são assassinados por norte-americanos (64%).

“Os operadores de safaris defendem muitas vezes a prática de caça de leões como um meio de conservação da espécie e financiamento, beneficiando as comunidades locais. Mas os críticos dizem que essas alegações são, em grande parte, fictícias”, lê-se no The Dodo. E a prová-lo está o facto de, em zonas onde é permitida esta caça de troféu, o número de animais tem decrecido de forma preocupante: “Nos últimos 21 anos, o número total de leões caiu 42%.”

Companhias aéreas tomam medidas

Após a indignação generalizada com a morte do leão Cecil, duas companhias de aviação dos EUA, a Delta e a American Airlines, anunciaram que juntam à lista de itens proibidos os troféus de caça de animais de grande porte. As companhias vão deixar de permitir o transporte de partes de corpos de elefantes, búfalos, rinocerontes, leões, ou leopardos.

Nenhuma das empresas justificou a decisão, mas a Delta tinha vindo a ser alvo de uma petição para ilegalizar estes transportes. A companhia tinha afirmado em Maio que continuaria a permitir estes transportes. Várias outras companhias como a Lufthansa, Qantas ou Emirates já anunciaram também medidas semelhantes.

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