Cidadãos açorianos insurgem-se contra tourada na Feteira

anti touradaTribuna das Ilhas

A tourada à corda agendada para sábado, 29 de agosto, no porto da Feteira e que se encontra integrada no programa de festa de Nossa Senhora de Lourdes está a gerar bastante polémica. No mundo virtual anda a circular um e-mail, dirigido ao bispo dom António de Sousa Braga, onde se pede à Diocese uma atitude perentória de forma a proibi-la.

O e-mail, ao qual se associaram diversos cidadãos do arquipélago dos Açores, foi enviado para a caixa de correio online da Diocese de Angra e das Ilhas dos Açores “muitas vezes”, disse-nos fonte da instituição que não conseguiu precisar o número.

Ao longo do texto é possível ler “não há tradição ou divertimento que justifiquem o sofrimento e maus tratos a um animal, seja uma tourada, ou uma apanha ao marrão”, e exige-se uma posição “clara” da igreja católica, ainda para mais quando já no século XVI o Papa Pio V considerou este tipo de eventos como “espetáculos alheios de caridade cristã.

Vimos apelar a V. Ex.ª para que intervenha junto de quem de direito para que retire do programa a referida tourada, a qual origina sofrimento, sem qualquer justificação, aos animais e que use com parcimónia o dinheiro esbanjado para o efeito”, pedem os cidadãos ao bispo.

No final do e-mail há ainda um último apelo ao cancelamento do evento, por forma a que a ilha do Faial não seja rotulada como “mais uma localidade que tende a regredir naquilo que são as boas práticas” e incitam a que não se permita “que a boa imagem, de natureza viva, de vida náutico, de misticismo, seja marcado pela realização de práticas violentas que nada acrescentam de positivo”.

Contactado pelo Tribuna das Ilhas, Paulo Silva lembrou que a organização parte de pessoas exteriores à comissão de festas da paróquia e que se limitaram a integrar a iniciativa no cartaz da festa, não vendo “nenhum mal” na realização da tourada, frisando, no entanto, que se fosse uma tourada de praça seria uma questão “diferente”.

“Não vai ser isso que nos vai fazer perder o sono”, afirmou o pároco da Feteira, recusando ceder à pressão “de uma minoria”.

Já a fonte da principal instância da igreja católica nos Açores confirmou que a receção de inúmeros e-mails a se insurgir contra o evento, mas avança que “dom António está de férias até princípio de setembro” e como tal “não há nenhuma tomada de posição.

Ao que conseguimos apurar, da parte da Diocese “duvida-se” que haja essa tomada de posição, mas a ocorrer “será publicada no portal online“.

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