Refugiados sírios fogem da guerra com seus animais

refugiados_internaProteção Animal Mundial

Conheça os cães e gatos que não foram deixados para trás: animais de estimação sobreviveram à travessia, junto a suas famílias, e agora têm uma chance de uma vida a salvo na Europa

A destruição e a violência causada pela guerra na Síria fizeram com que milhares de pessoas deixassem os seus lares para enfrentar uma arriscada travessia pelo mar mediterrâneo. Desesperados, muitos dos refugiados desembarcam na Grécia e em outros países europeus apenas com a roupa do corpo.

Ainda assim, histórias comoventes de famílias que se recusaram a abandonar os seus animais de estimação começam a aparecer nas redes sociais.

“Nós nunca poderíamos deixá-lo para trás”, relata um casal de sírios à UNHCR-Skopje. Johnny, um simpático cão sem raça definida, os acompanha numa longa travessia a pé até a Alemanha. Os três já estão na estrada há um mês.

As patinhas de Johnny encaram firmemente a viagem através da Bósnia e da Macedônia – mas, de tempos em tempos, o casal usa um carregador de bebê se reveza para levá-lo. A estratégia parecer funcionar para outras famílias e seus cães, como esta aqui:

“Apesar de todos os riscos e da situação extremamente complicada, estas famílias demonstraram um grande respeito e amor pelos seus animais de estimação”, se emociona Rosangela Ribeiro, da World Animal Protection. Para ela, “o vínculo entre um tutor e seu fiel amigo deve ser para sempre, em qualquer situação”.

Um outro peludinho que ganhou os corações da internet nesta semana foi o gato Zeytun. Em português, o seu nome significa “azeitona”. Ele desembarcou há poucos dias com a sua família na ilha de Lesbos, na Grécia.

“Estes são seres extremamente vulneráveis”, lembra Ribeiro. “O abandono é a pior e a mais cruel opção para eles”. Ela atenta que os animais da Síria enfrentam uma situação de risco, assim como as pessoas, podendo acabar feridos, sem abrigo ou alimento.

Felizmente, alguns deles conseguiram escapar da violência junto com seus tutores. A agência internacional Ruptly noticiou que diversas pessoas tinham consigo cães e gatos (foto abaixo) no campo de refugiados de Röszke, na Hungria.

Dificuldades para quem leva animais

Em outros casos, porém, os refugiados podem enfrentar dificuldades. Nem todos os campos e meios públicos de transportes, disponibilizados entre as fronteiras, permitem animais de estimação. A União Europeia também tem restrições para a entrada de cães e gatos de outros países. Eles devem ter as vacinas em dia e um aval veterinário, além de um certificado de saúde internacional, que precisa ser validado nos primeiros 10 dias desde a chegada.

A coragem e disposição para enfrentar todos estes empecilhos, como refugiados, é uma verdadeira prova de amor.

“Eles demonstram, na prática, todo carinho e respeito que os animais merecem”, parabeniza a gerente de programas veterinários da World Animal Protection. Rosangela Ribeiro espera que essas famílias, que cruzaram o mar mediterrâneo com seus amigos de quatro patas, sirvam de exemplo para todos.

“Eu nunca poderia deixá-lo na Síria, ele é meu bebê”, garante Ahmad com o seu cão Teddy (foto abaixo), ao desembarcar na Grécia.

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