Já conhece a nova “recruta” dos bombeiros de Viana?

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A cadela Nina, traçada de boxer com castro laboreiro e de apenas cinco meses de idade, é a nova “recruta” dos bombeiros voluntários daquela cidade, que a subtraíram ao abandono e lhe deram a missão de alegrar o quartel.

“Quando algum de nós sai para uma emergência e é algo péssimo, chegamos aqui e temos a Nina à nossa espera. É uma alegria, ajuda a esquecer um bocado aquilo por que uma pessoa passa”, disse à Lusa a bombeira estagiária Juliana Rodrigues.

A Nina já enverga um colete vermelho e em breve vai ter um equipamento oficial, com as insígnias da corporação.

Juliana, de 18 anos, é das mais novas no quartel, mas uma das mais próximas da cadela pelo “amor” que “sempre” teve pelos animais.

A jovem ficou satisfeita com a “surpresa” da chegada da Nina que aconteceu este mês e que veio ajudar a recuperar da perda da anterior mascote.

Tratava-se do cão batizado com o nome Fogo, que apareceu, em agosto passado, à porta do quartel e “desfaleceu”. Foi acolhido pelos bombeiros que, junto da população da cidade, conseguiram angariar o dinheiro necessário para a operação ao tumor que o animal apresentava e a que acabou por não resistir.

“A Nina não substitui o Fogo, mas ajuda no luto canino. “E é a nossa menina”, desabafa Juliana.

A cadela foi adotada na associação “Vila Animal”, à qual os bombeiros decidiram entregar o dinheiro que tinham angariado para os tratamentos do Fogo e que acabou por não ser utilizado.

“Foi aí que descobrimos a Nina. Gostou de nós, e nós dela. Decidimos trazê-la”, afirmou Paulo Camelo.

Para este tripulante de ambulâncias de socorro, a adoção do animal é também uma forma de “ajudar um animal que não tinha abrigo” e dá aos bombeiros “uma companhia amiga”, durante os turnos de serviço.

Para “aproximar” a corporação da cidade que serve, em meados deste mês, a Nina passou a ter página na rede social Facebook. Nas primeiras 48 horas juntou 359 amigos, e está perto de alcançar os 800.

É precisamente nas redes sociais que a corporação relata o dia-a-dia da Nina, para que as pessoas “possam acompanhar o seu crescimento”- Pode ser também “uma forma de, quem quiser, poder ajudar com donativos”.

A nova “recruta” também “caiu nas graças” da direção da associação humanitária, como sublinhou o presidente, Luciano Moure.

“Ela adaptou-se bem ao pessoal, gosta do pessoal, e o pessoal gosta dela. É também uma forma da corporação interagir com a cidade e com as associações da cidade”, disse.

A união em torno da cadela mobiliza os cerca de 95 elementos do corpo de bombeiros, que se dividem nas tarefas diárias de alimentação e higiene.

“A maioria do pessoal aceitou muito bem o animal, e a Nina não é esquisita, interagindo com todos”, que “ajudam a custear as despesas”, frisou.

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