População marinha reduzida a metade desde 1970

tartarugaTruthdig (tradução do Esquerda)

Por Roisin Davis

Muitas das espécies marinhas do mundo, incluindo populações de peixes cruciais para a segurança alimentar humana, estão em declínio potencialmente catastrófico, de acordo com um estudo atualizado de mamíferos marinhos, aves, répteis e peixes do World Wildlife Fund.

As conclusões do relatório “Living Blue Planet“, publicado quarta-feira, revelam um declínio de 49 por cento no tamanho das populações marinhas entre 1970 e 2012. Não só as consequências são desastrosas para os ecossistemas, como significam problemas para todas as nações, especialmente as do mundo em desenvolvimento com populações fortemente dependentes dos recursos do oceano.

A partir do site do World Wildlife Fund:

Muitas espécies essenciais para a pesca comercial e de subsistência – e, por conseguinte, produção de alimentos à escala global – são significativamente reduzidas devido à pesca excessiva. A quantidade de peixes da família Scombridae que inclui atuns, cavalas e bonitos caiu 74 por cento. A diminuição das reservas de atum rabilho e albacora é particularmente preocupante. Algumas espécies encontradas nas águas do Reino Unido, incluindo o vulnerável tubarão-sardo e a tartaruga de couro, ameaçada de extinção, também sofreram quedas vertiginosas.

A mesmo tempo que identifica a sobreexploração como a principal ameaça à biodiversidade oceânica, o estudo conclui que as alterações climáticas estão a causar mudanças no oceano a uma velocidade nunca registada em milhões de anos. O aumento das temperaturas e dos níveis de acidez causado pelo dióxido de carbono estão a enfraquecer ainda mais um sistema que já está severamente degradado devido à sobrepesca, à degradação do habitat e à poluição.

A Dr Louise Heaps, consultora-chefe de Política Marinha no WWF-UK, afirmou:

“Além de serem uma fonte de beleza natural extraordinária, mares saudáveis ​​são os alicerces de uma economia mundial funcional. Através da exploração excessiva da pesca, ao degradar habitats costeiros e ao não enfrentar o aquecimento global, estamos a plantar as sementes de uma catástrofe ecológica e económica”.

“Mas há medidas claras que todos os governos podem tomar para recuperar os nossos oceanos. A criação de redes de áreas marinhas protegidas bem geridas é uma forma comprovada que permite a recuperação da vida selvagem e dos habitats. Esforçarmo-nos no sentido de garantir um forte acordo global sobre as alterações climáticas ajudaria os mares a preservar a vida a longo prazo. Tomar medidas sérias para implementar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável deste ano no Reino Unido e no exterior poderia ajudar a construir uma economia global que valoriza o capital natural, respeita habitats naturais e recompensa práticas empresariais responsáveis”.

“Cada um de nós pode tomar medidas significativas, a partir de hoje, assegurando que todos os animais marinhos que comemos são provenientes de fontes responsáveis e são certificados pelo Marine Stewardship Council. E, como partes interessadas no que respeita aos oceanos, podemos apelar aos governos e ao setor privado que investam na recuperação dos nossos oceanos para que possamos beneficiar no longo prazo do que eles têm para oferecer “.

A análise rastreou 5.829 populações de 1.234 espécies, de aves marinhas a tubarões passando pelas tartarugas-de-couro, quase que duplicando os conjuntos de dados utilizados em estudos anteriores.

O relatório também mostra quedas íngremes em todo o mundo na extensão dos recifes de corais, manguezais e ervas marinhas que suportam espécies de peixes e prestam serviços valiosos para as pessoas. É muito provável que venhamos a perder os recifes de coral da maioria das áreas em 2050, como resultado das alterações climáticas. Com mais de 25 por cento de todas as espécies marinhas a viver em recifes de coral e cerca de 850 milhões de pessoas que beneficiam diretamente dos seus serviços económicos, sociais e culturais, a perda destes recifes seria catastrófica.

Aceda ao relatório aqui.

Artigo publicado em Truthdig.
Tradução de Mariana Carneiro para o Esquerda.net

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