Petição: Em Defesa das Crianças, do Bem-estar Animal e dos Açores – Tourada à Corda não é Património Cultural Imaterial

anti touradaPetição Pública

Está em curso, na ilha Terceira (Açores), uma tentativa de candidatura da tourada à corda a Património Cultural Imaterial da UNESCO.

Nós, pessoas individuais e coletivas, abaixo assinadas, entendemos que a tourada à corda não pode nem é digna de figurar como Património Cultural Imaterial pelas seguintes razões:

1- É uma tradição associada à crueldade contra animais que ao contrário do que é afirmado pelos promotores, frequentemente, se traduz em ferimentos e mesmo na morte dos mesmos. Assim sendo, é contrária a vários documentos internacionais que condenam os maus tratos aos animais e colide frontalmente com os princípios definidos na Declaração Universal dos Direitos dos Animais;

2- É uma prática que anualmente é responsável pela morte de alguns participantes humanos e de uma média de cerca de trezentos feridos, alguns com bastante gravidade;

3- A presença de crianças e adolescentes como participantes ou simples assistentes nas touradas à corda contraria a recomendação, de 2014, do Comité dos Direitos da Criança da ONU, que pede para afastar as crianças da tauromaquia e que, entre outras medidas, recomenda também a promoção de campanhas de informação sobre “a violência física e mental associada à tauromaquia e ao seu impacto nas crianças”;

4- É uma atividade não consensual na sociedade açoriana, e em todo o mundo, onde parte significativa da população açoriana não só não se identifica como repudia as diversas modalidades tauromáquicas, não sendo por isso “um elemento vivificador da identidade cultural comum”.

Face ao exposto, solicitamos a intervenção das várias entidades a quem é destinada esta petição de modo a ser rejeitada qualquer proposta de candidatura sobre este assunto, bem como que desenvolvam todos os esforços no sentidos de proteger as crianças açorianas e não permitir que uma prática violenta, bárbara e anacrónica seja classificada como Património Cultural Imaterial.

Proponentes

Regionais:
CAES – Coletivo Açoriano de Ecologia Social
GCAT – Grupo Central Anti-Tourada
MATP-DA – Movimento Abolicionista da Tauromaquia de Portugal – Delegação dos Açores
MCATA – Movimento Cívico Abolicionista da Tauromaquia dos Açores

Nacionais:
ABRIGO – Associação de Proteção à Fauna e à Flora (Vale do Paraíso-Azambuja)
ADAPO – Associação de Defesa dos Animais e Plantas de Olhão
AEZA – Associação Ecologista e Zoófila de Aljezur
AGIR pelos Animais
Alaar – Associação Limiana dos Amigos dos Animais de Rua
AMIAMA – Amadora
ANIMAL
Animais de Rua
Associação AGIR pelos Animais
Associacao dos Amigos dos Animais Abandonados de Loulé
Associação Cantinho dos Animais  Évora
Associação Gato de Rua
Associação Patas Errantes
Campanha Esterilização Cães e Gatos
Cedar Center for Animals
Évora Anti Tourada
Mafranimal – Associação de Ajuda Animal
MAT – Marinhenses Anti Touradas
MATP – Movimento Abolicionista da Tauromaquia de Portugal
MIAR Évora (Movimento para a Integração de Animais de Rua)
MIAT – Movimento Internacional Anti-Touradas
Quebra do Silêncio (Blogue)
Senhores Bichinhos

Internacionais:
AnimaNaturalis – Ecuador
ARCA BRASIL – Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal
ARCA – Fundacion Protetora de Animales – Equador
Asociación Potosina por la dignidad animal A.C. (APDA) – México
CAS International (Comité Anti Stierenvechten) – Holanda
Crac Europe
Perú Antitaurino
Plataforma La Tortura no Es Cultura – Espanha

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