PAN quer intervenção “urgente” das autoridades para salvar animais na Póvoa de Lanhoso

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O PAN solicitou hoje à Direção-Geral de Veterinária e à Câmara da Póvoa do Lanhoso uma intervenção “urgente” que permita salvar os cerca de cem animais que se encontram a morrer à fome numa exploração privada naquele concelho.

Em comunicado, o partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) classifica a situação como “inadmissível, sobretudo pelo cenário dantesco contra os direitos dos animais”.

O PAN pede “uma intervenção concreta e urgentes das autoridades responsáveis no sentido de prestar cuidados médico-veterinários aos animais, bem como de os alimentar devidamente”, alertando que, “em paralelo, e decorrente destes maus-tratos, poderão decorrer graves problemas de saúde pública”.

Para o PAN, existem procedimentos alternativos ao abate dos animais, que devem ser contemplados, nomeadamente a definição de um período de quarentena com a realização das análises necessárias para se aferir o estado de saúde dos mesmos.

O Jornal de Notícias revelou na sua edição de segunda-feira que “uma exploração agropecuária com cerca de cem bois, vacas e vitelos está a preocupar a população de Serzedelo, na Póvoa do Lanhoso”, distrito de Braga, “devido ao problema de saúde pública e atrocidades cometidas sobre os animais, que estão a morrer à fome”.

O dono dos animais, José Vieira, disse ao diário “estar a ser perseguido pelo Ministério da Agricultura”, garantindo que “não tem dinheiro para alimentar os bichos”.

Lembrando que “os animais são seres sencientes e conscientes”, o PAN reafirma a necessidade de ser criado o Estatuto Jurídico do Animal “para que estes deixem de ser vistos como objetos ou mercadorias”.

O PAN “está a aguardar uma resposta das entidades contactadas e manifestou a sua inteira disponibilidade para ajudar em tudo o que for necessário no que respeita a esta matéria”, conclui o partido.

O problema começou em 2003, acrescenta ainda o JN, quando uma inspeção da Direção-Geral de Veterinária identificou brucelose na exploração e, quando isso acontece, o terreno fica sob sequestro, o que impede o dono de comercializar os bovinos e receber apoios do Estado para a exploração.

Para o terreno deixar de estar sob sequestro, “é preciso que José Vieira reúna todos os animais e fique com eles no celeiro durante três dias para poderem ser identificados”, o dono alega “não ter dinheiro para isso, pois precisaria de os alimentar”.

Depois de escrever à antiga ministra com a tutela Assunção Cristas, na resposta, o Ministério da Agricultura “admite estar perante um problema de saúde pública e ameaça com a interdição da atividade”, conclui o JN.

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