Queima do Porto sem garraiada

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A decisão foi tomada no decurso desta semana pelo Conselho de Veteranos e dada a conhecer à Direção da Federação Académica do Porto (FAP), segundo um comunicado enviado à Imprensa na tarde desta quarta-feira.

Recentemente, duas alunas da Faculdade de Engenharia lançaram uma petição online com vista ao cancelamento da garraiada, alegando motivos éticos e morais.

Na nota enviada às redações, a Academia do Porto explica que “a fraca adesão dos estudantes nesta atividade nos últimos anos e a queda da tradição tauromáquica, que remota ao século XVII, entre os jovens portugueses são alguns dos motivos que sustentam a decisão”.

Em declarações ao JN, Tomé Duarte, representante do Conselho de Veteranos da Academia do Porto, referiu que ainda não está decidido se a suspensão será mantida nos próximos anos.

“A expressão “garraiada” tem uma conotação negativa e já não há um substancial apelo pela tradição tauromáquica, da parte das novas gerações”, acrescentou o responsável, quando questionado pelo JN sobre se a decisão de suspender o evento teve a ver com a polémica levantada pela petição.

Daniel Freitas, presidente da Federação Académica do Porto, lembra ao JN que a Queima das Fitas é organizada pela FAP e pelo Conselho de Veteranos, sendo esta a primeira vez que uma matéria gera divergências de opinião dentro da Academia.

O dirigente acrescentou que, tal como previsto, em março vai haver uma reunião de representantes das várias associações de estudantes com assento na FAP, em que será votada a exclusão ou permanência da garraiada do cartaz da Queima. No entanto, a decisão do Conselho de Veteranos é que prevalece.

A petição foi lançada no passado dia 11 por Joana Rocha e Sónia Marques, que já haviam feito uma iniciativa idêntica em 2015.

“O difícil está feito. Esperamos que a garraiada não faça parte do cartaz da Queima nos próximos anos e que esta decisão se espalhe a outras academias”, declarou ao JN Joana Rocha.

A recolha de assinaturas continua online e, ao início da tarde desta quarta-feira, contava com 5558 subscritores.

A garraiada foi introduzida no cartaz da Queima do Porto em 1948, tendo decorrido na praça de touros de Guimarães. Nos últimos 20 anos, o evento reuniu os estudantes da Invicta na praça da Póvoa de Varzim.

A Queima das Fitas do Porto começa, como sempre, no primeiro domingo de maio.

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