Veteranos de Coimbra admitem mudar garraiada para proteger direitos dos animais

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O Conselho de Veteranos (CV) da academia de Coimbra revelou hoje que o programa da garraiada da Queima das Fitas poderá no futuro ser alterado a fim de salvaguardar os direitos dos animais.

Considerada ao longo do século XX como “abraço de Coimbra à Figueira da Foz”, a garraiada, com a lide de toiros jovens na arena desta cidade, integra ano após ano o cartaz da Queima das Fitas dos universitários, levando milhares de jovens à Praia da Claridade.

Ainda não foram tomadas decisões, mas o ‘dux veteranorum’ João Luís de Jesus, que preside aos trabalhos do CV, disse hoje à agência Lusa que estão a ser ponderadas alterações ao programa que possam responder “ao que a sociedade está a questionar” nas atividades tauromáquicas.

João Luís de Jesus disse que o assunto foi abordado recentemente numa reunião promovida pela plataforma cívica “Não Lixes…”, dinamizada pelo ativista Fernando Jorge Paiva, que nos últimos anos tem procurado sensibilizar os organizadores e participantes da Queima e de outras festas académicas de Coimbra para a necessidade de mudar comportamentos, designadamente ao nível do consumo excessivo de bebidas alcoólicas, com vandalismo, utilização de palavrões nos cânticos de rua e atentados contra o ambiente, como o lançamento de carrinhos de supermercados no rio Mondego.

O partido Pessoas Animais Natureza (PAN), que participou naquela reunião, anunciou hoje em comunicado que “acaba de abrir um diálogo positivo e construtivo” com o CV, que zela pela aplicação da praxe entre os estudantes da Universidade de Coimbra, sobre as atividades académicas em torno da garraiada.

“A cidade e a academia, à semelhança da iniciativa da sua congénere do Porto, podem também posicionar-se na linha da frente no que diz respeito ao bem-estar e à proteção animal”, defende o PAN.

João Luís de Jesus confirmou à Lusa que “houve esses contactos” com os representantes do PAN presentes no encontro, quando “a sociedade está a ver com outro olhar” as atividades tauromáquicas.

Importa “fazer evoluir” o programa da garraiada na Figueira da Foz, com “uma solução para isso que terá de se ponderar”, preconizou.

“Coimbra sempre se colocou na vanguarda das grandes transformações socioculturais e avanços civilizacionais vividos em Portugal”, realça o PAN, concluindo que as práticas da garraiada colidem com “este quadro de pensamento e de atuação”, quando na sociedade surgem “várias posições” contra manifestações de “violência gratuita para com os animais” associadas a eventos académicos.

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