Banco de Sangue Animal com ajuda para coelhos e furões

coelhoSábado

O Banco de Sangue Animal, instalado no Porto, vai alargar o seu projecto a coelhos e a animais exóticos, como os furões. Segundo o veterinário Rui Ferreira, criador do projecto, dentro de “quatro meses” a instituição já poderá disponibilizar sangue de coelho a animais que precisem de transfusões.
A opção pelos animais exóticos, principalmente furões, surgiu através do exemplo experienciado por Rui Ferreira em Barcelona, onde abriu uma filial do BSA há cerca de um ano. “Em Portugal, não é muito frequente encontrar furões como animais de companhia, mas eles existem e são muito dóceis, já em Espanha a adopção de furões para companhia é normal”, disse o médico veterinário à Lusa.

Em Portugal, são feitas cerca de 200 transfusões de sangue em animais, sendo que o especialista estima que em cinco anos de funcionamento do banco tenham sido salvos “cerca de 10 mil” animais.  O BSA tem uma lista de dadores de 500 cães e 300 gatos.
As dádivas são voluntárias e podem ser feitas a cada três meses, desde que os animais sejam saudáveis. No caso dos gatos, devem ter entre um e oito anos, mais de três quilos e viver dentro de casa, sem contacto com gatos de rua. Os cães devem ter também entre um e oito anos e pesar mais de 25 quilos.
Segundo o site do Hospital Escolar Veterinário, por norma, em cada dádiva canina são recolhidos 250 ou 450 mililitros de sangue, consoante o peso do cão e em cada dádiva felina são recolhidos cerca de 52,5 mililitros.

Os dadores têm direito a vacinas, desparasitação, análises clínicas e colocação de chips de identificação, gratuitos.
Foi em 2011 que o médico veterinário com um doutoramento na área de medicina transfusional em cães inaugurou o BSA, que está instalado no Hospital Veterinário da Universidade do Porto. Em Março deste ano, ao Público, Rui Ferreira defendeu que é aquele que tem “mais dadores e uma estrutura mais especializada”, na Europa.
No laboratório é feita a a separação dos vários componentes sanguíneos, segundo as normas e protocolos de bancos de sangue humanos. “Desta forma, a partir de uma unidade de sangue total conseguimos produzir diversos componentes – concentrado de eritrócitos, plasma, concentrado de plaquetas -, permitindo tratar vários animais com uma só dádiva de sangue”, explicou o especialista à agência de notícias.

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