Zoófila apaga 65 velas à procura de verbas que “nunca chegam” para salvar animais

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Com cada vez mais cães e gatos abandonados, a União Zoófila assinala o seu 65º aniversário com um jantar de beneficência para cerca de 200 participantes, este sábado, para ajudar a angariar os fundos que “nunca chegam”, segundo a presidente da instituição.

O jantar decorrerá no Salão Paroquial da Igreja Matriz da Amadora e é uma oportunidade para, quem quiser, conhecer um pouco mais da instituição, além de a ajudar”, disse Luísa Barroso à agência Lusa.

A propósito deste aniversário, a presidente da UZ recordou que esta instituição “já passou por várias fases e melhorou muito nos últimos 20 anos, nomeadamente ao nível das condições físicas”.

“O flagelo do abandono tem a ver com o civismo e a educação, a educação nas famílias, na escola, em relação aos animais e natureza”, disse.

Luísa Barroso considera, contudo, que as atuais gerações “estão mais conscientes e sensibilizadas”, pois “olham para o animal de uma forma diferente: como um amigo, um ser vivo que merece respeito e amizade”.

Mas tal não quer dizer que os animais não devem ser tratados como animais, sublinhou, alertando para algumas figuras “impróprias e até ridículas” a que alguns animais são submetidos e que “causam vícios de educação”.

A presidente da UZ recordou que “o mundo está a passar por grandes crises, nomeadamente de valores e que os animais acabam por ser afetados”.

“A crise de valores, acompanhada por uma crise financeira, faz com que os animais sejam postos em último lugar, o que não devia ser”, adiantou.

Luísa Barroso congratulou-se com o facto de Portugal ter uma lei que criminaliza os maus tratos contra os animais, defendendo, contudo, que a mesma seja mais aplicada e, principalmente, que a população seja sensibilizada sobre a mesma.

Na UZ estão atualmente cerca de 500 cães e 200 gatos. No último ano, um surto de esgana levou à morte de 15 cães e obrigou a despesas adicionais de recurso a tratamentos veterinários fora da instituição e até a alojamento. Para a presidente da instituição, há muitas formas de ajudar, além da financeira.

“Ajudar os outros, dar melhor vida a estes animais, faz bem a quem o pratica. Vemos isso todos os dias através do trabalho dos nossos voluntários”, concluiu.

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