Animais esfomeados do Zoo de Mosul comem pela primeira vez num mês

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Mosul, uma cidade estilhaçada pelos combates entre as forças governamentais iraquianas e o do Daesh, tem mais uma razão para não se orgulhar.

Quando os combates começaram, o parque de Nour transformou-se. Deixou de ser um santuário para macacos, cavalos e outros animais, para ser mais uma área ocupada pelo Estado Islâmico.

“A batalha durou três ou quatro meses, havia um guarda que costumava vir e alimentá-los”, disse o proprietário do parque, que falou com a Reuters.

Depois, os vizinhos alimentaram os animais até que os combates se tornaram demasiado intensos. Alguns animais foram mortos e outros morreram à fome. Alguns escaparam.

Foi o caso dos macacos que quando fugiram ao cativeiro espalharam o caos na vizinhança.

A reportagem da Reuters conta agora que esta quinta-feira, ao final de um mês sem verem comida, vários voluntários enviados pela Organização do Curdistão para a Proteção dos Direitos dos Animais trouxeram as primeiras quantidades substanciais de comida para o antigo zoológico.

Durante este mês os vizinhos tentaram alimentar os bichos com restos, mas pouco lhes sobrava quando antes disso tinham de garantir alimento para eles e para as suas famílias.

No parque, para além do leão e de um urso sobrevivem alguns carrosséis enferrujados e morteiros, por explodir.

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