“Licença para matar” na Serra da Malcata abre polémica

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Vinte e três anos depois, a caça volta a ser permitida na zona sul da reserva natural da Serra da Malcata, na Beira Interior. Uma portaria publicada a 8 de fevereiro veio revogar a interdição da prática cinegética que vigorava desde 1993 num dos habitats históricos de ocorrência de lince-ibérico, uma espécie em risco de extinção.

A associação Quercus critica a decisão e acusa o Ministério do Ambiente de “ceder a pressões do lobby da caça”. Os ambientalistas consideram “não haver fundamentação científica” para esta deliberação e alertam que “a licença para matar” nesta área protegida “pode colocar em causa a recuperação de várias espécies-presa que se encontram a recuperar na zona, como o corço, o veado ou o coelho, e ainda de espécies em perigo, como o lince-ibérico, o lobo ou o abutre-preto”. Continuar a ler

Petição: Erradiquemos definitivamente a caça na Serra da Malcata

lince ibericoPetição Pública

O Governo (por iniciativa do Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia) através da Portaria n.º 19/2016 de 8 de Fevereiro, revogou a Portaria n.º 874/93 de 14 de Agosto que proibia a caça na Reserva Natural da Serra da Malcata. A Reserva Natural da Serra da Malcata (RNSM) foi criada pelo Decreto-Lei n.º 294/81, de 16 de Outubro, e correspondeu ao reconhecimento da existência no seu território de valores botânicos e faunísticos de incontestável interesse que tornam esta Reserva Natural num ecossistema privilegiado e especialmente importante a defender. Na origem da criação da Reserva Natural da Serra da Malcata esteve o objectivo principal de proteger o Lince-ibérico (Lynx pardinus) espécie que já nos anos 80 se encontrava em elevado risco de extinção e hoje possui um plano com vista à sua reintrodução em Portugal, o que é revelado pela associação ambientalista Quercus. Continuar a ler

Anonymous ameaçam vocalista dos The Prodigy em defesa dos animais

Anonymous_emblem.svgNotícias ao Minuto

O grupo de hackers Anonymous divulgou ontem um novo vídeo onde ameaça o vocalista da banda The Prodigy, Keith Flint, devido ao seu “fetiche pelo assassínio de animais”.

O artista estará no Reino Unido onde terá alegadamente participado na caça à raposa, uma prática banida no país.

No vídeo, o grupo mostra imagens de um veado ferido e dizem que, já que Keith Flint matou este veado, eles vão matá-lo politicamente”. “Prepara-te, Keith, porque esta vai ser uma viagem agitada”, dizem.

Humanos matam 14 vezes mais animais que outros predadores

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Os humanos são uma espécie única de “super-predadores”, com uma eficiência que ultrapassa todas as regras do mundo animal.

Matamos outros bichos em uma taxa até 14 vezes superior a outras espécies caçadoras, de acordo com um amplo estudo publicado na revista Science desta sexta-feira.

Para desvendar o comportamento humano como predador, os pesquisadores analisaram 2.215 carnívoros de todo o mundo, incluindo animais marinhos e terrestres. Continuar a ler

Turistas matam 600 leões por ano por “diversão”

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Babuíno: 300 dólares. Girafa: 5500. Leoa: 8990. Leão: 26.000. Os números não variam muito e são facilmente encontrados nos muitos websites que oferecem a turistas a possibilidade de participar em “safaris” onde é possível matar animais em troca de mutos dólares. Por ano, estima a International Union for the Conservation of Nature, 600 leões são mortos “por diversão”.

O caso do leão do Zimbabué Cecil, morto pelo norte-americano Walter Palmer, provocou uma indignação mundial (mais de um milhão de pessoas assinaram uma petição que exigia justiça) e trouxe à luz do dia outros casos. Basta uma rápida pesquisa no Google para perceber que a oferta é variada e para encontrar dezenas de imagens de caçadores a exibirem os seus troféus. Continuar a ler

Companhias americanas recusam transportar corpos de animais de grande porte

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Após a indignação generalizada com a morte do leão Cecil, no Zimbabwe, por um dentista americano, duas companhias de aviação dos EUA, a Delta e a American Airlines, anunciaram que juntam à lista de itens proibidos os troféus de caça de animais de grande porte.

As companhias vão deixar de permitir o transporte de partes de corpos de elefantes, búfalos, rinocerontes, leões, ou leopardos.

Nenhuma das empresas justificou a decisão, mas a Delta tinha vindo a ser alvo de uma petição para ilegalizar estes transportes. A companhia tinha afirmado em Maio que continuaria a permitir estes transportes. Continuar a ler

Caçadora de animais selvagens exibe troféus no Facebook

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A morte do leão Cecil, no Zimbabué, por um dentista americano correu o mundo e já levou o país a apertar a malha da caça desportiva e as companhias aéreas norte-americanas informaram que vão proibir o transporte de animais selvagens mortos, os chamados troféus de caça. Um problema, talvez, para Sabrina Corgatelli, uma caçadora.

Sabrina Corgatelli, do Idaho, nos Estados Unidos, resolveu documentar a sua viagem à África do Sul e exibir os seus troféus. Numa reserva perto do Parque Kruger, santuário de animais selvagens, Sabrina Corgatelli faz acompanhar as fotografias, no seu perfil de Facebook, com frases emotivas e de satisfação pelas suas conquistas, naquela que chamou “a viagem da sua vida”. Continuar a ler