Tauromaquia – um negócio financiado pelos contribuintes

andreOje

Por André Silva

No início de um novo ano, nada como trazer um tema tão antigo, como polémico, mas cada vez mais consensual entre os portugueses: o da actividade tauromáquica, uma indústria que, nos dias de hoje, sobrevive com balões de oxigénio dos Estado através de inúmeros apoios e subsídios.

Tenho sido frequentemente questionado sobre se acredito mesmo ser possível abolir as touradas num país com esta “tradição” e não me canso de responder que é possível. Tenha a classe política a coragem para acompanhar o desejo de não-violência e de não-discriminação da esmagadora maioria dos portugueses. Continuar a ler

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Direitos dos animais

dantas rodriguesPúblico

Por Dantas Rodrigues

Na família actual, os animais de companhia não desempenham um papel de meros objectos ornamentais e passaram a ser legítimos membros efectivos, com uma relação com os donos bastante semelhante à de uma relação parental.

E, apesar dos maus-tratos que ainda se vêem e lêem por aí, esse tipo de relação não podia ser de outro modo, já que, por regra, adquire-se um animal quando ele acaba de nascer, alimenta-se e educa-se como se de um filho se tratasse. Cuida-se da sua higiene, alimenta-se e socializa-se, a fim de que ele possa conviver com outros animais e com os humanos, consulta-se o veterinário para cuidar do seu bem-estar, tal como se leva um filho ou um outro qualquer nosso ente querido ao médico para vigiar ou tratar da sua saúde. Continuar a ler

Viana do Castelo e a abolição das touradas

Narciso-MachadoPúblico

Por Narciso Machado

Na sua luta contra as touradas, a Câmara de Viana indeferiu mais uma vez um pedido formulado pelo movimento, “Vianenses pela liberdade”, para a realização de uma tourada, por ocasião das festas da Agonia. Desta vez, a providência cautelar intentada pelo referido movimento foi também indeferida pelo Tribunal Administrativo e Fiscal de Baga (TAFD), com base, além do mais, no incumprimento dos regimes da REN, RAN e PDM. Recorde-se que, em 2012, na sequência da criação da “Moção Cidade Antitouradas”, que a ANIMAL propôs às várias cidades, apenas Viana aderiu a tal proposta, tornando-se, formalmente, a primeira e única “Cidade Antitouradas” em Portugal. Continuar a ler

A queima do gato

RuiPereiraCorreio da Manhã

Por Rui Pereira, Professor Universitário

Apresento uma declaração de interesses: gosto de animais em geral e de gatos em especial. Tal como Borges, creio que o gato é um sinal de indulgência dos deuses: a réplica de um tigre, cujo dorso “condescende à morosa carícia da minha mão”. Por isso, fiquei chocado com a notícia de que em Vila Flor, no “nosso” Trás-os-Montes, há quem se divirta queimando um gato vivo. Se é tradição, comprova-se mais uma vez que há tradições que merecem ser extintas.

Conheço bem o vasto arsenal de argumentos contra o reconhecimento dos direitos dos animais: não têm personalidade jurídica e não podem estar vinculados a deveres; fazem parte da nossa cadeia alimentar (pelo menos, da maioria); só alguns suscitam sentimentos de compaixão – sim, os cães, os gatos e os cavalos, mas não tanto os répteis, os insetos ou os peixes; e são um pretexto para nos esquecermos da solidariedade que devemos aos nossos semelhantes. Continuar a ler

Gregório Duvivier: Não quer ajudar, não atrapalha

250px-Gregorio_duvivier_out_2009Agência PT

É sempre a mesma coisa. Primeiro todo o mundo põe um filtro arco-íris no avatar. Depois vem uma onda de gente criticando quem trocou o avatar. Depois vem a onda criticando quem criticou. Em seguida começam a criticar quem criticou os que criticaram. Nesse momento já começaram as ofensas pessoais e já se esqueceu o porquê de ter trocado o avatar, ou trocado o nome para guarani kayowá, ou abraçado qualquer outra causa. Continuar a ler

Os erros da História, a Crise e a Desonestidade Intelectual

vida animalVida Animal

Por Andreia Faria

É sabido que os tempos de crise deixam ainda mais desprotegidos aqueles que já o são. Acontece com os idosos, com os desempregados e com os animais. No entanto, se é consensual que em época de carência a sociedade deve valer aos mais desprotegidos dos seus membros, quem se preocupa com os animais não humanos é muitas vezes acusado de “falhar o alvo”, de centrar-se em assuntos supérfluos quando há ainda tantos problemas “humanos” a resolver.

Não sei se é possível demonstrar a quem me lê que assuntos humanos e não humanos são uma e a mesma coisa. Haverá sempre a barreira da (in)sensibilidade individual a impedir a compreensão de algo tão elementar, tão intuitivo, como não ser possível que um grupo de indivíduos viva pacífica e harmoniosamente se assenta o seu modo de vida no abuso de outros indivíduos. É aliás minha convicção que o momento em que nos permitimos desconsiderar moralmente os animais é o momento em que começamos a desconsiderar moralmente as pessoas humanas e, em última análise, em que nos desconsideramos a nós próprios – uma espécie de karma. Continuar a ler

Animais em crise

proteção-dos-animaisEsquerda

Por Diogo Parreira

Ideias peregrinas está este governo farto de vomitar para fora dos seus gabinetes, que estão por cima das nuvens num mundo qualquer que não o nosso. No mundo deles, cabem sempre mais alunos numa sala de aula, degradando o ensino e a forma como as aulas decorrem, no entanto mais de dois cães num apartamento já é um abuso.

Já que este governo quer fazer algo em relação aos animais eu tenho aqui umas propostas:

– Acabe com os fundos para a tauromaquia, que no caso da Ilha Terceira, nos Açores, o dinheiro gasto nas touradas é superior ao gasto em Educação. Continuar a ler